Maior produtor de alumínio do Médio Oriente: a fábrica de refinação de Abu Dhabi pode levar um ano para recuperar totalmente a sua capacidade

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Pergunta à IA · Como a baixa reserva global de alumínio ampliará o impacto desta interrupção no fornecimento?

O mercado global de alumínio enfrenta um impacto significativo na oferta. O maior produtor de alumínio do Oriente Médio, Emirates Global Aluminium (EGA), afirmou na sexta-feira que, uma semana após o ataque ao Irã, pode levar até 12 meses para que sua refinaria de Abu Dhabi retome totalmente a produção.

Por causa disso, o preço do alumínio na Bolsa de Metais de Londres já subiu mais de 10% desde o início do conflito com o Irã.

EGA declarou que a refinaria de Al Taweelah, em Abu Dhabi, foi atingida por mísseis e drones, entrando em estado de parada de emergência. A empresa concluiu uma avaliação preliminar dos danos e está em contato com clientes que podem ser afetados por atrasos na entrega.

Essa parada não afeta apenas a EGA. O Irã também atacou, em 28 de março, as instalações de alumínio da Aluminium Bahrain (Alba), que afirmou estar avaliando os prejuízos.

A região do Oriente Médio representa cerca de 9% da produção mundial de alumínio, e várias instalações importantes foram danificadas, agravando ainda mais o já frágil cenário de oferta global de alumínio.

Reconstrução complexa, recuperação total pode levar até 12 meses

Na declaração, a EGA afirmou que, para retomar as operações, será necessário reparar a infraestrutura danificada e reiniciar gradualmente cada forno de redução. “Sinais iniciais indicam que a recuperação total da produção de alumínio primário pode levar até 12 meses.”

Al Taweelah é uma das maiores refinarias do mundo, com uma produção de 1,6 milhão de toneladas de metal fundido em 2025. A EGA afirmou que, após a avaliação final dos danos, a refinaria de alumina e a planta de reciclagem de metal no mesmo parque podem retomar parte da produção mais cedo.

O CEO da EGA, Abdulnasser Bin Kalban, declarou: “Estamos em contato direto com os clientes cujas entregas podem ser afetadas pela situação de Al Taweelah.”

Estoques limitados, mercado sob maior pressão

A interrupção no fornecimento teve um impacto amplificado pelo fato de as reservas globais de alumínio já estarem baixas. Segundo a Bloomberg, limitações de capacidade em outras regiões já vinham consumindo estoques, deixando o mercado quase sem margem para absorver choques inesperados.

Mesmo antes do ataque às instalações da EGA, o bloqueio no tráfego pelo Estreito de Hormuz já começava a afetar o fornecimento de matérias-primas às fábricas da região, e o setor já se preparava para possíveis reduções adicionais na produção.

Atualmente, a preocupação com o fornecimento, agravada pela guerra no Irã, combinada com a frágil estrutura de estoques, fez com que o preço do alumínio na Bolsa de Metais de Londres subisse mais de 10% desde o início do conflito, mantendo o mercado altamente atento às incertezas sobre o fornecimento futuro.

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