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A conta estava errada! A FIFA está a pedir preços exorbitantes, e desta vez a China recusou-se firmemente.
Faltam pouco mais de 40 dias para a abertura da Copa do Mundo de 2026 nos EUA, Canadá e México, e os fãs de todo o mundo estão ansiosos, mas os fãs na China continental enfrentam uma situação embaraçosa — até agora, ainda não conseguimos obter os direitos de transmissão da Copa.
É surpreendente falar nisso, afinal, durante tantos anos, a transmissão da Copa nunca faltou no país, por que é que desta vez houve um bloqueio repentino?
A resposta é simples: não é que não queiramos comprar, é que a FIFA está a pedir um preço demasiado alto, a tratar-nos como “cordeiros” para serem explorados, e desta vez não vamos jogar esse jogo com eles.
A FIFA ofereceu aos chineses direitos de transmissão por um valor que chega a 250 a 300 milhões de dólares, o que equivale a cerca de 18 a 21 mil milhões de yuans.
Para se ter uma ideia, na última Copa do Mundo no Qatar, o custo dos direitos de transmissão foi de apenas 150 a 200 milhões de dólares, e desta vez subiu quase 100 milhões, um aumento superior a 50%.
Por que é que a FIFA se atreve a pedir um valor tão elevado? A resposta simples é que eles reconhecem que o mercado chinês é grande e que há muitos fãs.
Eles classificam a China, os EUA e o Reino Unido como mercados de primeiro nível, achando que, por termos uma grande população e uma vasta base de fãs, com forte potencial de monetização através de publicidade, devemos pagar preços altos.
Além disso, este ano, a Copa do Mundo foi ampliada para 48 equipas, com o número de jogos a passar de 64 para 104, e eles usam isso como desculpa para aumentar os preços de forma descontrolada.
Mas eles só olham para o “grande” mercado chinês, sem considerar a nossa situação real.
Este Mundial será realizado nos EUA, Canadá e México, e o fuso horário é uma grande desvantagem, pois a maioria dos jogos importantes acontece entre as 6h e as 10h da manhã, horário de Pequim, que não é o horário ideal para o público chinês.
Nos anos anteriores, assistir à Copa até de madrugada e a celebração nacional eram cenas comuns, mas este ano, provavelmente, isso não acontecerá, e a audiência e os lucros com publicidade também serão afetados.
Mais importante ainda, a seleção chinesa não se qualificou para a Copa, o que diminui o entusiasmo nacional, pois sem o apoio da equipa local, o interesse pelo torneio cai à metade.
Antes, com a presença da seleção chinesa, independentemente do desempenho, o interesse era alto, e os anunciantes estavam dispostos a investir.
Este ano, sem a seleção, a popularidade naturalmente diminui, e se a CCTV gastar dezenas de milhões na compra dos direitos, será difícil recuperar o investimento, sendo uma compra que só traz prejuízo.
Por parte da FIFA, eles estão a calcular tudo com precisão. Esperam que a receita total da Copa de 2026 atinja 11 mil milhões de dólares, sendo que 4,264 mil milhões de dólares virão da venda dos direitos de transmissão globais, quase 40% do total.
Só neste mercado chinês, querem arrecadar 20 mil milhões de yuans, tratando-nos como uma “caixa registradora”.
Mas eles não contavam com uma coisa: a postura da China desta vez foi muito clara: não vamos ser os “tacho” deles.
Como a única entidade no país com capacidade de negociar diretamente com a FIFA, a CCTV começou as negociações no final do ano passado, e após meio ano de impasse, ainda não cedeu, recusando-se a aceitar preços tão absurdos.
Isso levou à situação embaraçosa atual: faltando pouco mais de 40 dias para o início, ainda não há acordo sobre os direitos de transmissão.
E mais complicado ainda, sem os direitos, os meios de comunicação domésticos têm dificuldades até para solicitar credenciais de jornalistas, e, nos anos anteriores, nesta altura, toda a internet já estava a preparar-se para a Copa com prévias, entrevistas e atividades interativas, mas este ano, a China está em silêncio, sem qualquer movimento.
Muitos fãs podem perguntar: “Só quero assistir ao jogo, por que não podemos ceder e comprar?” Na verdade, a questão não é tão simples quanto “assistir ou não ao jogo”; no fundo, trata-se de uma disputa por uma negociação justa.
A FIFA não pode usar o monopólio dos recursos da Copa para definir preços arbitrários, tratando um mercado único como uma “vítima” para explorar.
Nosso mercado chinês é realmente grande e há muitos fãs, mas isso não justifica os preços exorbitantes pedidos pela FIFA.
O valor dos direitos de transmissão de eventos esportivos deve refletir o valor real de mercado e as expectativas de audiência, e não ser uma cobrança unilateral e desproporcional.
Como órgão de comunicação estatal, a CCTV precisa atender às necessidades dos fãs, mas também deve manter os limites de custos, evitando que o dinheiro do Estado e dos contribuintes seja simplesmente explorado pela FIFA.
A situação atual é clara: ou a FIFA reduz os preços para valores compatíveis com o mercado chinês, ou mantém a postura de impasse, e nós não compraremos os direitos, enquanto os fãs continuam a acompanhar o torneio do seu jeito.
No final, por mais emocionante que seja a Copa, ela é apenas um evento esportivo, e não há necessidade de se tornar presa fácil para outros.