Vitalik acaba de compartilhar uns detalhes bem interessantes sobre o roadmap técnico do Ethereum, e tem coisa que merece atenção.



O foco agora é em duas frentes principais na camada de execução. Primeira: a estrutura da árvore de estado vai sair da arquitetura hexadecimal Keccak MPT e migrar para uma árvore binária com hash mais eficiente (EIP-7864). O ganho aqui é significativo - redução de 4 vezes no comprimento dos ramos Merkle e, mais importante, aumento de 3 a 100 vezes na eficiência das provas. Além disso, o custo de acesso a slots adjacentes cai bastante.

Mas o mais ambicioso mesmo é o plano de longo prazo: substituir gradualmente a EVM pela arquitetura RISC-V. Sim, a Máquina Virtual Ethereum inteira. A ideia é melhorar a eficiência de execução, facilitar a compatibilidade com provas e simplificar o design do protocolo. Isso não acontece de uma vez - vai em três fases: primeiro nas precompilações, depois permitindo que devs façam deploy com a nova VM, e finalmente transformando a EVM em contratos inteligentes rodando na nova arquitetura.

O que torna isso relevante é que resolve gargalos reais que o Ethereum enfrenta. A rede fica mais eficiente, as provas ficam mais viáveis no lado dos clientes, e isso abre caminho para o que vem depois. Basicamente, é preparar a base para a próxima geração de escalabilidade. Achei interessante porque mostra que o foco agora é em otimizações profundas, não só em patches superficiais.
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