Olhar para 2025, uma coisa é cristalina: ninguém viu isto a acontecer. O Bitcoin devia disparar. Em vez disso, caiu drasticamente e terminou o ano com perdas pela primeira vez desde o inverno cripto de 2022. A queda rápida de 10 de outubro foi absolutamente brutal. O Bitcoin despencou quase 10% em minutos, eliminando 12 mil dólares do preço logo após atingir 126 mil dólares. As liquidações foram insanas—$19 bilhões em apenas 24 horas. Depois veio a cascata, e de repente $500 bilhões evaporaram-se de toda a capitalização do mercado cripto em que pareceu minutos. O que se seguiu foi uma hemorragia lenta que levou o Bitcoin a descer mais de 30% daquele pico. É um lembrete doloroso de como este mercado pode ser humilde.



O ano começou de forma diferente, no entanto. Todos tinham o preço do Bitcoin em 2025 bem definido, ou assim pensavam. As previsões estavam por toda parte, variando do absurdo ao que parecia quase razoável. Jurrien Timmer, da Fidelity, sonhava com $1 bilhões até 2038. Larry Fink lançou a hipótese de $700K if as instituições realmente abraçassem o cripto. Mas até as previsões mais moderadas falharam o alvo.

Depois, havia as explosivas. Samson Mow, da Jan3, apostou tudo em $1 milhões até ao final do ano, falando de uma rali violenta alimentada pelo colapso da moeda fiduciária. Adam Back, uma das vozes mais respeitadas no Bitcoin, apoiou essa tese em abril, sugerindo que $500K a $1M era realista com base nos fluxos de ETF e na procura institucional. Até Chamath estava a prever $500K até outubro. Analistas do JPMorgan, pouco antes do crash, aumentaram a previsão para 165 mil dólares. Michael Saylor manteve o sonho vivo mesmo após outubro, esperando $150K até ao final do ano. A própria empresa dele, Strategy, continuou a comprar a baixa—adquiriu mais $1 bilhões em dezembro, elevando as participações para mais de 671 mil BTC.

Não foram apenas os nomes grandes. VanEck previu um pico no primeiro trimestre a 180 mil dólares. Matt Hougan, da Bitwise, estava convencido de 200 mil dólares. Tom Lee manteve-se na previsão de 200 mil dólares–$250K range até bem dentro de outubro. Até Arthur Hayes ainda estava nessa faixa em novembro.

Mas aqui está o ponto: quase ninguém ajustou a tempo. Mike Novogratz, que costumava falar em 500 mil dólares, finalmente reduziu para 120 mil dólares–$125K em outubro. O Standard Chartered cortou de $200K para $100K em dezembro. E é só isso.

A verdadeira lição? O preço do Bitcoin em 2025 provou o que já devíamos ter sabido: este mercado não se importa com os teus modelos, os teus gráficos ou as tuas previsões mais audazes. Faz o que quer. Alguns previsores erraram por pouco. Outros erraram a milha. Quase todos erraram. A indústria continua a redesenhar gráficos e a reescrever narrativas. E a lição é sempre a mesma: no cripto, fazer previsões é fácil. Estar certo é que é difícil. O Bitcoin continua a lembrar-nos disso.
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