Bitcoin treme entre a correlação de gelatina branca e pressão macro

A volatilidade do fim de semana voltou com toda a força. As tarifas de 15% anunciadas por Donald Trump não só abalaram a Wall Street, mas também enviaram ondas de choque direto ao mercado de criptomoedas. O Bitcoin, o ativo que muitos viam como refúgio, não foi exceção. Com uma queda de 2,09%, levando o seu preço a $65.85K, a situação reflete uma correlação de 58,6% com o S&P 500: uma gelatina branca de mercados que se comportam como um só quando o medo toma conta.

Tarifas de Trump criam correlação de 58,6% com mercados tradicionais

A política comercial global é agora o termómetro que mede a saúde das nossas carteiras cripto. Quando o governo dos EUA aumenta a pressão tarifária, os investidores institucionais não distinguem entre títulos, ações ou Bitcoin: procuram liquidez urgentemente. Essa correlação tão elevada com o índice S&P 500 significa que se as ações resfriarem, as criptomoedas contraem pneumonia, como apontava a análise técnica original.

O interessante é que essa gelatina branca de mercados não é acidental. Os dados mostram uma limpeza de 28% em posições alavancadas, ou seja, os operadores que jogavam com dinheiro emprestado foram varridos do mapa em questão de horas. É a clássica cascata de liquidações que gera mais quedas.

Técnica baixista: suportes críticos sob pressão de venda

O gráfico técnico pinta um cenário pouco animador. O Bitcoin está preso no que parece ser um triângulo de consolidação baixista, onde cada tentativa de recuperação é rejeitada por vendedores que criam topos mais baixos. Os pontos críticos marcam um padrão claro: resistência decrescente.

O suporte imediato em $67.500 é agora a linha de batalha. Se for rompido, o próximo nível importante cai até $64.300, e de lá o vazio técnico é profundo: o próximo suporte relevante estaria por volta de $58.000. A análise não deixa dúvidas sobre a direção potencial se os vendedores mantiverem o controle.

O indicador RSI (Índice de Força Relativa) sugere que o Bitcoin está exausto da queda contínua, mas sem catalisadores econômicos positivos, não há gasolina que impulsione uma recuperação sustentada.

Limpeza de posições e êxodo de altcoins reforçam volatilidade

Enquanto o Bitcoin sofre a pressão das tarifas, o resto do mercado cripto vive seu próprio inferno. O Altcoin Season Index despencou quase 20%, um indicador claro de que os investidores estão abandonando as moedas alternativas em busca de segurança relativa.

Esse movimento defensivo faz sentido: em tempos de incerteza econômica, “melhor o mal conhecido do que o bem por conhecer”. O dinheiro que sai das altcoins flui parcialmente para o Bitcoin, tentando encontrar refúgio, mas a correlação macro é tão forte que nem isso é suficiente para criar um piso de preços.

Além disso, amanhã, segunda-feira, serão divulgados os dados de inflação PCE nos Estados Unidos. Se o número vier mais alto que o esperado, a pressão de venda pode se intensificar dramaticamente. É um fator crítico na agenda dos operadores.

A questão que define os próximos dias

O Bitcoin enfrenta um dilema clássico: terá força suficiente para defender o suporte de $67.500, ou as tarifas marcam o início de uma correção mais profunda até zonas que há meses não visitamos? A gelatina branca dos mercados correlacionados ainda não mostra sinais de solidificação. A próxima semana será decisiva.

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