Preços do Café Arábica enfraquecem à medida que as Perspectivas do Brasil se Iluminam

Futuros de café arábica em março caíram 1,57% na quinta-feira, enquanto contratos de robusta subiram 0,82%. O desempenho divergente refletiu padrões climáticos drasticamente diferentes nas duas maiores regiões produtoras de café do mundo. Os preços do arábica enfrentaram pressão de venda após previsões de chuvas substanciais em Minas Gerais, território dominante na produção de arábica no Brasil, na próxima semana. Por outro lado, o café robusta valorizou-se com previsões de precipitação mínima nas Terras Altas Centrais do Vietname durante o mesmo período.

Recuperação de Estoque Diminui Apoio ao Mercado de Arábica

Tendências recentes nas reservas monitoradas de café apresentam um cenário baixista para os valores do arábica. O estoque de arábica na ICE atingiu uma mínima de 1,75 anos de 398.645 sacos no final de novembro, mas desde então recuou para 461.829 sacos — uma máxima de 2,5 meses registrada em meados de janeiro. Essa recuperação de estoque indica uma oferta crescente que pesa contra a valorização dos preços. Da mesma forma, as reservas de robusta caíram para uma mínima de 1 ano de 4.012 lotes em dezembro, antes de subir para 4.609 lotes na semana passada, sugerindo melhorias nas posições de armazém de ambas as variedades. Tais melhorias nos estoques geralmente limitam a valorização dos preços, apesar de outros fatores de suporte.

Surto de Produção no Brasil Pode Prolongar Pressão sobre o Arábica

A agência de produção brasileira Conab elevou substancialmente sua estimativa de produção de café para 2025, projetando 56,54 milhões de sacos — um aumento de 2,4% em relação à previsão de setembro de 55,20 milhões de sacos. Essa expansão na produção, especialmente nas variedades de arábica, cria obstáculos adicionais para os preços. O otimismo na produção contrasta fortemente com a recente fraqueza nas exportações. As exportações de café verde do Brasil em dezembro contraíram 18,4%, totalizando 2,86 milhões de sacos, com as exportações de arábica caindo 10% em relação ao ano anterior, para 2,6 milhões de sacos, e as de robusta despencando 61%, para apenas 222.147 sacos. No entanto, os produtores de arábica encontraram algum alívio na precipitação abaixo da média em Minas Gerais, que recebeu apenas 53% dos níveis históricos de precipitação durante a semana que terminou em meados de janeiro.

Surto de Robustas no Vietname Contrasta com Dinâmica do Arábica

O setor de café do Vietname apresenta um quadro drasticamente diferente, com forte impulso nas exportações apoiando os preços do robusta. As exportações de café do país para 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, enquanto a produção de 2025/26 deve subir 6%, para 1,76 milhão de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), atingindo o maior nível de produção em 4 anos. A Associação de Café e Cacau do Vietname indicou anteriormente que a produção vietnamita poderia atingir 10% acima da temporada anterior, se o clima colaborar. Essa expansão no maior fornecedor mundial de robusta contrasta marcadamente com as perspectivas mais restritas do arábica, cuja produção global deve diminuir 4,7% em 2025/26.

Panorama de Oferta Global se Aperta Apesar de Sinais Divergentes

A Organização Internacional do Café informou em novembro que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual caíram marginalmente 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo estabilização após anos de excesso de oferta. No entanto, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projeta que a produção mundial de café aumentará 2,0% em 2025/26, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos. Criticamente, esse crescimento mascara tendências regionais divergentes: espera-se que a produção de arábica diminua para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta aumente para 83,333 milhões de sacos. A produção do Brasil em 2025/26 deve cair 3,1%, para 63 milhões de sacos, enquanto a oferta do Vietname deve subir 6,2%, para 30,8 milhões de sacos — um pico de 4 anos. As reservas finais globais para 2025/26 estão projetadas para cair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos no ano anterior, embora essa redução possa ser insuficiente para sustentar totalmente os preços do arábica, dado o aumento das ofertas regionais do Vietname e a expansão da produção brasileira de robusta.

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