Pepe a rã — um dos memes da internet mais transformáveis da história. Se à primeira vista parece apenas uma imagem divertida de um anfíbio com uma expressão facial, na verdade estamos diante de um fenômeno de cultura de massa que passou por inúmeras metamorfoses e gerou debates sociais igualmente complexos.
Origens do lendário Pepe: do comic ao espaço digital
A história de Pepe começa em 2005, quando o artista americano Matt Fury incluiu o sapinho em seu comic Boy’s Club. O personagem pronuncia a frase cult “Feels good, man” em um de seus momentos mais escandalosos, e exatamente essa cena deu início a uma das manifestações mais duradouras da internet.
Três anos depois, em 2008, a imagem de Pepe chega ao fórum 4chan. Aqui ocorre um momento-chave — os usuários começam a modificar ativamente a expressão facial do personagem, adicionando novas emoções e frases. Assim surgem variações clássicas: Sad Pepe com olhar triste, Smug Pepe com expressão de satisfação, Feels Bad Man com entonações sombrias. Cada versão passou a ser uma forma de expressar um estado emocional específico.
De sentimentos pessoais a símbolo político: as voltas da cultura meme
Ao longo da década seguinte, Pepe se associa firmemente a um amplo espectro de emoções humanas — tristeza, solidão, raiva, alegria. O meme torna-se uma linguagem universal para os habitantes da internet, uma forma de comunicação em um ambiente onde as palavras muitas vezes não são suficientemente precisas.
No entanto, entre 2015 e 2016, ocorre um ponto de virada. Movimentos políticos específicos nos EUA, especialmente apoiadores de políticas alternativas, começam a usar ativamente Pepe em suas campanhas, inclusive apoiando o candidatura de Donald Trump. Essa utilização gerou debates acalorados na sociedade. A Liga Anti-Difamação, uma autoridade no combate ao discurso de ódio, chegou a incluir algumas versões de Pepe em seu catálogo de símbolos de ódio. O próprio criador, Matt Fury, manifestou-se veementemente contra essa reinterpretação de sua criação.
Segundo nascimento: das raridades aos ativos descentralizados
Apesar das turbulências políticas, Pepe vive um novo renascimento no espaço digital. No 4chan surge a ideia de “Rare Pepe” — versões únicas, muitas vezes feitas à mão, do meme, que conquistam status de objetos de coleção e até começam a ser trocadas por dinheiro real.
Esse fenômeno não passou despercebido na crescente comunidade de criptomoedas. Pepe inspira desenvolvedores a criar projetos de NFTs e tokens criptográficos. Um papel especial aqui foi desempenhado pela tecnologia Counterparty, que permitiu incorporar tokens e ativos digitais diretamente na blockchain. Assim, o meme icônico encontrou uma nova expressão na era das finanças descentralizadas e ativos digitais, confirmando sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes contextos tecnológicos e culturais.
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De meme da internet a símbolo global: a evolução do Pepe
Pepe a rã — um dos memes da internet mais transformáveis da história. Se à primeira vista parece apenas uma imagem divertida de um anfíbio com uma expressão facial, na verdade estamos diante de um fenômeno de cultura de massa que passou por inúmeras metamorfoses e gerou debates sociais igualmente complexos.
Origens do lendário Pepe: do comic ao espaço digital
A história de Pepe começa em 2005, quando o artista americano Matt Fury incluiu o sapinho em seu comic Boy’s Club. O personagem pronuncia a frase cult “Feels good, man” em um de seus momentos mais escandalosos, e exatamente essa cena deu início a uma das manifestações mais duradouras da internet.
Três anos depois, em 2008, a imagem de Pepe chega ao fórum 4chan. Aqui ocorre um momento-chave — os usuários começam a modificar ativamente a expressão facial do personagem, adicionando novas emoções e frases. Assim surgem variações clássicas: Sad Pepe com olhar triste, Smug Pepe com expressão de satisfação, Feels Bad Man com entonações sombrias. Cada versão passou a ser uma forma de expressar um estado emocional específico.
De sentimentos pessoais a símbolo político: as voltas da cultura meme
Ao longo da década seguinte, Pepe se associa firmemente a um amplo espectro de emoções humanas — tristeza, solidão, raiva, alegria. O meme torna-se uma linguagem universal para os habitantes da internet, uma forma de comunicação em um ambiente onde as palavras muitas vezes não são suficientemente precisas.
No entanto, entre 2015 e 2016, ocorre um ponto de virada. Movimentos políticos específicos nos EUA, especialmente apoiadores de políticas alternativas, começam a usar ativamente Pepe em suas campanhas, inclusive apoiando o candidatura de Donald Trump. Essa utilização gerou debates acalorados na sociedade. A Liga Anti-Difamação, uma autoridade no combate ao discurso de ódio, chegou a incluir algumas versões de Pepe em seu catálogo de símbolos de ódio. O próprio criador, Matt Fury, manifestou-se veementemente contra essa reinterpretação de sua criação.
Segundo nascimento: das raridades aos ativos descentralizados
Apesar das turbulências políticas, Pepe vive um novo renascimento no espaço digital. No 4chan surge a ideia de “Rare Pepe” — versões únicas, muitas vezes feitas à mão, do meme, que conquistam status de objetos de coleção e até começam a ser trocadas por dinheiro real.
Esse fenômeno não passou despercebido na crescente comunidade de criptomoedas. Pepe inspira desenvolvedores a criar projetos de NFTs e tokens criptográficos. Um papel especial aqui foi desempenhado pela tecnologia Counterparty, que permitiu incorporar tokens e ativos digitais diretamente na blockchain. Assim, o meme icônico encontrou uma nova expressão na era das finanças descentralizadas e ativos digitais, confirmando sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes contextos tecnológicos e culturais.