A verdade do inverno cripto: quando o véu do capital institucional é levantado
Em janeiro de 2025, quando o Bitcoin ainda rondava os 100 mil dólares, um inverno silencioso já tinha chegado discretamente. Os 750 mil milhões de dólares em fluxos de fundos de ETFs e empresas de tesouraria de criptomoedas (DAT) mascararam a dura realidade do mercado de retalho, até que a queda de fevereiro revelou tudo sem esconder. Este artigo analisa as causas, a estrutura e os sinais de fim deste "inverno invisível", explorando por que a primavera pode estar mais próxima do que se pensa.
1. A verdade escondida: o inverno começou já em janeiro
Vamos dizer uma coisa óbvia, mas que a maioria ignora: estamos no meio de um inverno cripto completo.
Não é uma correção de mercado, nem uma descida técnica, mas um inverno tão severo quanto o de 2022, como a experiência de Leonardo DiCaprio em "O Regresso".
Os dados não mentem. Até ao início de fevereiro de 2025, o Bitcoin caiu cerca de 39% em relação à sua máxima histórica de outubro de 2025, o Ethereum caiu 53%, e muitas altcoins foram cortadas ao meio. Em comparação com o desastre do mercado após o colapso da FTX em novembro de 2022, a situação é ainda pior.
Mas por que é que só em fevereiro, com a queda, a maioria percebeu isso?
A resposta está por debaixo do véu do capital institucional.
2. A diferenciação em três fases: como o capital institucional distorce a perceção do mercado
O desempenho do índice de criptomoedas Bitwise 10 desde 1 de janeiro de 2025 revela claramente uma estrutura tripartida do mercado:
Primeiro nível: os favoritos do institucional (BTC, ETH, XRP)
Queda de 10,3% a 19,9%, desempenho "aceitável". Este nível recebeu suporte massivo de fundos de ETFs e DAT ao longo do ano — 744.417 bitcoins, avaliado em cerca de 75 mil milhões de dólares. Sem esses 75 mil milhões, o Bitcoin poderia já ter caído 60%.
Segundo nível: os novatos dos ETFs (SOL, LTC, LINK)
Queda de 36,9% a 46,2%, passando por um mercado de baixa padrão. Estes ativos receberam aprovação de ETFs em 2025, obtendo alguma proteção institucional, mas o fluxo de fundos foi muito menor do que no primeiro nível.
Terceiro nível: os esquecidos (ADA, AVAX, SUI, DOT)
Queda de 61,9% a 74,7%, sofrendo uma limpeza brutal. Estes ativos nunca tiveram acesso a ETFs, ficando totalmente expostos ao inverno do mercado de retalho.
A lógica central desta diferenciação é uma só: há canais de investimento para o institucional?
O XRP é uma exceção interessante. Em início de 2025, não tinha ETF, mas reagiu fortemente à retirada do processo da SEC. Isto mostra que, no inverno, a certeza regulatória é mais importante do que o fluxo de fundos.
3. Os 750 mil milhões de dólares: uma ilusão de duas faces
O fluxo de fundos de 750 mil milhões de dólares em ETFs e DAT criou uma ilusão perigosa: o mercado ainda está em alta.
Essa ilusão fez os investidores de retalho ignorar sinais precoces — o colapso antecipado de altcoins, a contínua redução do volume de negociação, a perda de níveis de preço ativos. Só em fevereiro, quando o "Impacto Wosh" e os documentos Epstein geraram pânico macroeconómico, e os fundos institucionais começaram a retirar-se, a verdade veio à tona.
Estes 750 mil milhões de dólares são tanto uma almofada quanto uma máscara. Ajudaram a adiar a perceção do inverno, mas não puderam impedir a sua essência — liquidações por alavancagem excessiva, lucros maciços de early players, esgotamento sistémico de liquidez.
Quando a máscara cai, o mercado percebe que está nu.
4. As causas do inverno: de alavancagem a crise de confiança
As causas deste inverno são múltiplas e entrelaçadas:
Liquidações por alavancagem excessiva
O mercado de 2024, com o seu bull run, criou posições alavancadas em massa. Desde taxas de financiamento negativas em contratos perpétuos até empréstimos circulares em protocolos DeFi, o mercado acumulou riscos sistémicos na euforia. A queda de fevereiro desencadeou liquidações forçadas em vários mercados — de ouro a criptomoedas, sem exceções.
Lucros de early players
Investidores de longo prazo que entraram em 2020-2021 preferiram realizar lucros perto de 100 mil dólares. Dados on-chain mostram que uma grande quantidade de Bitcoin adormecido voltou a movimentar-se em janeiro-fevereiro de 2025, criando uma pressão de venda enorme.
Mudança na liquidez macroeconómica
O "Impacto Wosh" não é uma coincidência. A postura hawkish de Kevin Wosh, as expectativas de redução do balanço do Fed, a incerteza sobre tarifas de Trump — tudo isso criou uma tempestade perfeita de aperto de liquidez. Como ativo de risco, as criptomoedas foram as primeiras a sentir o impacto.
Crise de confiança
A divulgação dos documentos Epstein, as políticas regulatórias voláteis, o risco de conformidade de algumas exchanges — tudo isso agravou a confiança do mercado. No fundo do inverno, a confiança é mais escassa que ouro.
5. Padrões históricos: o inverno dura normalmente 13 meses, mas desta vez é diferente?
A história do inverno cripto parece seguir um padrão claro: pico em dezembro de 2017, fundo em dezembro de 2018; pico em outubro de 2021, fundo em novembro de 2022. Ciclos de aproximadamente 13 meses.
Se considerarmos que o Bitcoin atingiu o pico em outubro de 2025, o inverno poderia durar até novembro de 2026. Mas desta vez, o padrão pode não se aplicar.
Diferença chave 1: o inverno começou mais cedo
Analisando os dados, o inverno na verdade começou já em janeiro de 2025, mas foi disfarçado pelo capital institucional. Isso significa que, ao perceberem a existência do inverno, já estamos nele há dois meses.
Diferença chave 2: infraestrutura institucional já consolidada
Ao contrário de 2018 e 2022, o mercado atual de criptomoedas já estabeleceu uma infraestrutura institucional robusta — ETFs, serviços de custódia, exchanges reguladas, participação oficial de Wall Street. Essas infraestruturas não desaparecerão, e serão rapidamente ativadas após o fim do inverno.
Diferença chave 3: maior certeza regulatória
A evolução do projeto de lei "Clarity", a postura amigável da SEC em relação às criptomoedas, as expectativas de inclusão de criptoativos no 401(k) — esses fatores, que foram ignorados no inverno, permanecem. Estão armazenados em forma de potencial, prontos para serem liberados no momento certo.
6. A escuridão antes do amanhecer: sinais e ruídos
No fundo do inverno, boas notícias não significam nada. É uma memória comum de veteranos que passaram por 2018 ou 2022.
Rumores de aumento de investimento de Wall Street, contratação massiva, adoção de Bitcoin por países — tudo isso é importante a longo prazo, mas não agora. O mercado não reage a boas notícias, só a exaustão.
Então, quando termina o inverno?
Sinal 1: o desespero total do retalho
Quando a última alavancagem for liquidada, quando os tópicos de criptomoedas nas redes sociais passarem de "bottom" para "nunca mais tocar", e os utilizadores ativos das exchanges atingirem o ponto mais baixo — aí é o sinal de fundo.
Sinal 2: o retorno do capital institucional
A reversão no fluxo de fundos de ETFs é um indicador-chave. Quando os institucionais começarem a comprar de novo de forma líquida, não apenas manter as posições, mas aumentar, significa que o dinheiro inteligente acha que a relação risco-retorno já favorece.
Sinal 3: mudança no ambiente macroeconómico
Um crescimento económico forte provoca uma recuperação geral dos ativos de risco, a suavização da postura do Fed, a diminuição dos riscos geopolíticos — esses fatores externos darão impulso ao mercado cripto.
Sinal 4: o passar do tempo
Às vezes, o inverno termina sem motivo aparente, apenas com o passar do tempo. O ciclo de 13 meses pode ser quebrado, mas a força do retorno à média não desaparece.
7. Os sinais de que a primavera está chegando: potencial armazenado
O que é importante lembrar agora é que os fundamentos do cripto não mudaram.
O progresso regulatório é real. A implementação de políticas amigáveis da SEC está em andamento, o avanço do projeto de lei "Clarity" é encorajador.
A adoção institucional é real. O portfólio de investimentos em cripto da BlackRock já ultrapassou 100 mil milhões de dólares, e o apoio de Wall Street não é fingimento.
A inovação tecnológica é real. Stablecoins e tokenização de ativos estão a remodelar a infraestrutura financeira, e a rede Bitcoin não apresentou problemas operacionais.
Esses fatores, que foram ignorados no inverno, não desaparecerão. Estão armazenados em forma de potencial, prontos para serem liberados de forma explosiva assim que as nuvens se dissiparem.
8. Estratégia: sobreviver ao inverno, florescer na primavera
Para os investidores, o inverno não é o fim, mas uma oportunidade de seleção.
Rever a estrutura de posições
Se sua carteira estiver concentrada no terceiro nível (altcoins sem suporte de ETF), talvez seja hora de migrar para o primeiro nível (BTC, ETH). No inverno, liquidez é vida.
Gerir o risco de alavancagem
O risco máximo costuma estar no final do inverno. Reduzir a alavancagem, manter dinheiro em caixa, preparar-se para cenários extremos — são essenciais para sobreviver.
Focar na lógica de longo prazo
A escassez de 21 milhões, a redução de oferta após o halving, a expansão de liquidez global — esses princípios centrais não mudaram com as oscilações de preço.
Manter a paciência
O inverno não termina na euforia, termina na exaustão. Como veterano de múltiplos ciclos, posso dizer: a sensação antes do fim do inverno é muito parecida com a de agora — desespero, impotência, estagnação. Mas justamente aí está a proximidade da primavera.
Conclusão: estamos mais perto do fim do que do início
A má notícia é que: estamos no inverno cripto desde janeiro de 2025, e talvez ainda passemos por um período difícil.
A boa notícia é que: estamos mais perto do fim do inverno do que do seu início.
Afinal, o inverno começou em janeiro de 2025. A primavera não está longe.
Quando o véu de 750 mil milhões de dólares for levantado, o mercado verá a verdade. Mas essa verdade é, ela própria, o início de um novo ciclo.
A longa noite está chegando, mas todos nós somos guardiões da noite.
Você também sente a frieza deste "inverno invisível"? Como está a sua estrutura de posições? Compartilhe suas estratégias nos comentários!
Se achou este artigo útil, curta, salve e compartilhe. No inverno, precisamos mais do que nunca do calor uns dos outros. Siga-nos para não perder o caminho, e aguardemos juntos o primeiro raio de sol da primavera!
Aviso legal: Este artigo baseia-se em análises de mercado e padrões históricos, não constituindo aconselhamento de investimento. O mercado de criptomoedas é altamente volátil; decida com cautela de acordo com sua tolerância ao risco.
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HeavenSlayerSupporter
· 9h atrás
A sua análise sobre o "Inverno Invisível" do mercado de criptomoedas em 2025-2026 é bastante profunda, abordando desde a estratificação dos dados, o efeito duplo do financiamento institucional até a análise dialética das leis cíclicas, todas tocando no núcleo das contradições atuais do mercado.
A verdade do inverno cripto: quando o véu do capital institucional é levantado
Em janeiro de 2025, quando o Bitcoin ainda rondava os 100 mil dólares, um inverno silencioso já tinha chegado discretamente. Os 750 mil milhões de dólares em fluxos de fundos de ETFs e empresas de tesouraria de criptomoedas (DAT) mascararam a dura realidade do mercado de retalho, até que a queda de fevereiro revelou tudo sem esconder. Este artigo analisa as causas, a estrutura e os sinais de fim deste "inverno invisível", explorando por que a primavera pode estar mais próxima do que se pensa.
1. A verdade escondida: o inverno começou já em janeiro
Vamos dizer uma coisa óbvia, mas que a maioria ignora: estamos no meio de um inverno cripto completo.
Não é uma correção de mercado, nem uma descida técnica, mas um inverno tão severo quanto o de 2022, como a experiência de Leonardo DiCaprio em "O Regresso".
Os dados não mentem. Até ao início de fevereiro de 2025, o Bitcoin caiu cerca de 39% em relação à sua máxima histórica de outubro de 2025, o Ethereum caiu 53%, e muitas altcoins foram cortadas ao meio. Em comparação com o desastre do mercado após o colapso da FTX em novembro de 2022, a situação é ainda pior.
Mas por que é que só em fevereiro, com a queda, a maioria percebeu isso?
A resposta está por debaixo do véu do capital institucional.
2. A diferenciação em três fases: como o capital institucional distorce a perceção do mercado
O desempenho do índice de criptomoedas Bitwise 10 desde 1 de janeiro de 2025 revela claramente uma estrutura tripartida do mercado:
Primeiro nível: os favoritos do institucional (BTC, ETH, XRP)
Queda de 10,3% a 19,9%, desempenho "aceitável". Este nível recebeu suporte massivo de fundos de ETFs e DAT ao longo do ano — 744.417 bitcoins, avaliado em cerca de 75 mil milhões de dólares. Sem esses 75 mil milhões, o Bitcoin poderia já ter caído 60%.
Segundo nível: os novatos dos ETFs (SOL, LTC, LINK)
Queda de 36,9% a 46,2%, passando por um mercado de baixa padrão. Estes ativos receberam aprovação de ETFs em 2025, obtendo alguma proteção institucional, mas o fluxo de fundos foi muito menor do que no primeiro nível.
Terceiro nível: os esquecidos (ADA, AVAX, SUI, DOT)
Queda de 61,9% a 74,7%, sofrendo uma limpeza brutal. Estes ativos nunca tiveram acesso a ETFs, ficando totalmente expostos ao inverno do mercado de retalho.
A lógica central desta diferenciação é uma só: há canais de investimento para o institucional?
O XRP é uma exceção interessante. Em início de 2025, não tinha ETF, mas reagiu fortemente à retirada do processo da SEC. Isto mostra que, no inverno, a certeza regulatória é mais importante do que o fluxo de fundos.
3. Os 750 mil milhões de dólares: uma ilusão de duas faces
O fluxo de fundos de 750 mil milhões de dólares em ETFs e DAT criou uma ilusão perigosa: o mercado ainda está em alta.
Essa ilusão fez os investidores de retalho ignorar sinais precoces — o colapso antecipado de altcoins, a contínua redução do volume de negociação, a perda de níveis de preço ativos. Só em fevereiro, quando o "Impacto Wosh" e os documentos Epstein geraram pânico macroeconómico, e os fundos institucionais começaram a retirar-se, a verdade veio à tona.
Estes 750 mil milhões de dólares são tanto uma almofada quanto uma máscara. Ajudaram a adiar a perceção do inverno, mas não puderam impedir a sua essência — liquidações por alavancagem excessiva, lucros maciços de early players, esgotamento sistémico de liquidez.
Quando a máscara cai, o mercado percebe que está nu.
4. As causas do inverno: de alavancagem a crise de confiança
As causas deste inverno são múltiplas e entrelaçadas:
Liquidações por alavancagem excessiva
O mercado de 2024, com o seu bull run, criou posições alavancadas em massa. Desde taxas de financiamento negativas em contratos perpétuos até empréstimos circulares em protocolos DeFi, o mercado acumulou riscos sistémicos na euforia. A queda de fevereiro desencadeou liquidações forçadas em vários mercados — de ouro a criptomoedas, sem exceções.
Lucros de early players
Investidores de longo prazo que entraram em 2020-2021 preferiram realizar lucros perto de 100 mil dólares. Dados on-chain mostram que uma grande quantidade de Bitcoin adormecido voltou a movimentar-se em janeiro-fevereiro de 2025, criando uma pressão de venda enorme.
Mudança na liquidez macroeconómica
O "Impacto Wosh" não é uma coincidência. A postura hawkish de Kevin Wosh, as expectativas de redução do balanço do Fed, a incerteza sobre tarifas de Trump — tudo isso criou uma tempestade perfeita de aperto de liquidez. Como ativo de risco, as criptomoedas foram as primeiras a sentir o impacto.
Crise de confiança
A divulgação dos documentos Epstein, as políticas regulatórias voláteis, o risco de conformidade de algumas exchanges — tudo isso agravou a confiança do mercado. No fundo do inverno, a confiança é mais escassa que ouro.
5. Padrões históricos: o inverno dura normalmente 13 meses, mas desta vez é diferente?
A história do inverno cripto parece seguir um padrão claro: pico em dezembro de 2017, fundo em dezembro de 2018; pico em outubro de 2021, fundo em novembro de 2022. Ciclos de aproximadamente 13 meses.
Se considerarmos que o Bitcoin atingiu o pico em outubro de 2025, o inverno poderia durar até novembro de 2026. Mas desta vez, o padrão pode não se aplicar.
Diferença chave 1: o inverno começou mais cedo
Analisando os dados, o inverno na verdade começou já em janeiro de 2025, mas foi disfarçado pelo capital institucional. Isso significa que, ao perceberem a existência do inverno, já estamos nele há dois meses.
Diferença chave 2: infraestrutura institucional já consolidada
Ao contrário de 2018 e 2022, o mercado atual de criptomoedas já estabeleceu uma infraestrutura institucional robusta — ETFs, serviços de custódia, exchanges reguladas, participação oficial de Wall Street. Essas infraestruturas não desaparecerão, e serão rapidamente ativadas após o fim do inverno.
Diferença chave 3: maior certeza regulatória
A evolução do projeto de lei "Clarity", a postura amigável da SEC em relação às criptomoedas, as expectativas de inclusão de criptoativos no 401(k) — esses fatores, que foram ignorados no inverno, permanecem. Estão armazenados em forma de potencial, prontos para serem liberados no momento certo.
6. A escuridão antes do amanhecer: sinais e ruídos
No fundo do inverno, boas notícias não significam nada. É uma memória comum de veteranos que passaram por 2018 ou 2022.
Rumores de aumento de investimento de Wall Street, contratação massiva, adoção de Bitcoin por países — tudo isso é importante a longo prazo, mas não agora. O mercado não reage a boas notícias, só a exaustão.
Então, quando termina o inverno?
Sinal 1: o desespero total do retalho
Quando a última alavancagem for liquidada, quando os tópicos de criptomoedas nas redes sociais passarem de "bottom" para "nunca mais tocar", e os utilizadores ativos das exchanges atingirem o ponto mais baixo — aí é o sinal de fundo.
Sinal 2: o retorno do capital institucional
A reversão no fluxo de fundos de ETFs é um indicador-chave. Quando os institucionais começarem a comprar de novo de forma líquida, não apenas manter as posições, mas aumentar, significa que o dinheiro inteligente acha que a relação risco-retorno já favorece.
Sinal 3: mudança no ambiente macroeconómico
Um crescimento económico forte provoca uma recuperação geral dos ativos de risco, a suavização da postura do Fed, a diminuição dos riscos geopolíticos — esses fatores externos darão impulso ao mercado cripto.
Sinal 4: o passar do tempo
Às vezes, o inverno termina sem motivo aparente, apenas com o passar do tempo. O ciclo de 13 meses pode ser quebrado, mas a força do retorno à média não desaparece.
7. Os sinais de que a primavera está chegando: potencial armazenado
O que é importante lembrar agora é que os fundamentos do cripto não mudaram.
O progresso regulatório é real. A implementação de políticas amigáveis da SEC está em andamento, o avanço do projeto de lei "Clarity" é encorajador.
A adoção institucional é real. O portfólio de investimentos em cripto da BlackRock já ultrapassou 100 mil milhões de dólares, e o apoio de Wall Street não é fingimento.
A inovação tecnológica é real. Stablecoins e tokenização de ativos estão a remodelar a infraestrutura financeira, e a rede Bitcoin não apresentou problemas operacionais.
Esses fatores, que foram ignorados no inverno, não desaparecerão. Estão armazenados em forma de potencial, prontos para serem liberados de forma explosiva assim que as nuvens se dissiparem.
8. Estratégia: sobreviver ao inverno, florescer na primavera
Para os investidores, o inverno não é o fim, mas uma oportunidade de seleção.
Rever a estrutura de posições
Se sua carteira estiver concentrada no terceiro nível (altcoins sem suporte de ETF), talvez seja hora de migrar para o primeiro nível (BTC, ETH). No inverno, liquidez é vida.
Gerir o risco de alavancagem
O risco máximo costuma estar no final do inverno. Reduzir a alavancagem, manter dinheiro em caixa, preparar-se para cenários extremos — são essenciais para sobreviver.
Focar na lógica de longo prazo
A escassez de 21 milhões, a redução de oferta após o halving, a expansão de liquidez global — esses princípios centrais não mudaram com as oscilações de preço.
Manter a paciência
O inverno não termina na euforia, termina na exaustão. Como veterano de múltiplos ciclos, posso dizer: a sensação antes do fim do inverno é muito parecida com a de agora — desespero, impotência, estagnação. Mas justamente aí está a proximidade da primavera.
Conclusão: estamos mais perto do fim do que do início
A má notícia é que: estamos no inverno cripto desde janeiro de 2025, e talvez ainda passemos por um período difícil.
A boa notícia é que: estamos mais perto do fim do inverno do que do seu início.
Afinal, o inverno começou em janeiro de 2025. A primavera não está longe.
Quando o véu de 750 mil milhões de dólares for levantado, o mercado verá a verdade. Mas essa verdade é, ela própria, o início de um novo ciclo.
A longa noite está chegando, mas todos nós somos guardiões da noite.
Você também sente a frieza deste "inverno invisível"? Como está a sua estrutura de posições? Compartilhe suas estratégias nos comentários!
Se achou este artigo útil, curta, salve e compartilhe. No inverno, precisamos mais do que nunca do calor uns dos outros. Siga-nos para não perder o caminho, e aguardemos juntos o primeiro raio de sol da primavera!
Aviso legal: Este artigo baseia-se em análises de mercado e padrões históricos, não constituindo aconselhamento de investimento. O mercado de criptomoedas é altamente volátil; decida com cautela de acordo com sua tolerância ao risco.