A turbulência geopolítica raramente abala os preços dos ativos da forma que as pessoas esperam. Tensões recentes envolvendo o Irã, desenvolvimentos em torno da Groenlândia e tumultos na Venezuela fizeram pouco para abalar os mercados de ações — e esse padrão revela algo mais profundo sobre como os mercados modernos funcionam.
Os investidores operam com um cálculo frio. Eles aprenderam, através de ciclos, que conflitos regionais isolados, tensões comerciais ou incerteza política não se traduzem necessariamente em danos sistêmicos à economia. Os mercados precificam probabilidades, não manchetes. Quando uma crise parece contida, o capital continua fluindo para onde os fundamentos indicam que deveria.
Esse distanciamento não é novo. Em 2022, riscos geopolíticos crescentes mal perturbavam os rallys de criptomoedas ou ações. A indiferença do mercado decorre parcialmente da liquidez dos bancos centrais, e parcialmente do fato de que a maioria dos traders está focada nos lucros trimestrais e na política do Fed, não nas notícias de última hora.
A lição? Não confunda volatilidade de manchetes com vulnerabilidade do mercado. Os ativos se movem quando a estrutura de incentivos muda — nem toda vez que o mundo parece incerto.
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SerumSquirrel
· 10h atrás
Mais uma vez essa teoria... No fundo, enquanto o Federal Reserve continuar a injectar dinheiro, toda a geopolítica é apenas fumaça, não é?
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JustHereForMemes
· 14h atrás
Mesmo aqueles que ficam obcecados com notícias foram apanhados de surpresa, o mercado realmente não se importa com a geopolítica, só olha para o Fed e os lucros
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¯\_(ツ)_/¯
· 15h atrás
O mercado realmente não se importa com as notícias que você lê, está apenas de olho no Fed e nos relatórios financeiros, essa é a verdadeira realidade.
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RektHunter
· 15h atrás
啊这...又是那套"mercado não se importa com a geopolítica" de sempre, mas como é que sinto que sempre que há uma crise de verdade, o mercado cai?
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Resumindo, é as trocas centralizadas a protegerem o mercado, os investidores de varejo é que são os verdadeiros assustados
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Espera aí, liquidez suficiente permite ignorar todos os cisnes negros? Essa lógica é um pouco demasiado otimista...
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Esqueceram-se dos acontecimentos de 2022? Naquela altura, era um duplo golpe de geopolítica + aumento de juros, de onde veio o "barely disrupted"?
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Tudo bem, os tubarões ganham assim, e nós só temos que seguir a tendência
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No fundo, ainda é o fator fundamental que é mais eficaz, quantos cisnes negros consegue esconder? Difícil de dizer
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Só quero saber quando é que esta teoria vai levar um estalo da realidade, provavelmente na próxima semana?
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Uma frase do Federal Reserve vs conflitos geopolíticos globais, aposta em quem tem mais impacto?
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É só um jogo frio de números, quando o sentimento dos investidores de varejo colapsar, acabou
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SchrodingerProfit
· 15h atrás
Já percebi, quando ocorrem grandes eventos o mercado fica calmo, mas uma frase de um determinado membro do Fed pode fazer o mercado despencar... risos
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SpeakWithHatOn
· 15h atrás
Resumindo, é o dinheiro a falar, a estratégia de geopolítica não consegue assustar as instituições.
O mercado já entende essa lógica há muito tempo, em vez de ficar vendo títulos de notícias, é melhor ficar de olho no Fed e nos relatórios financeiros...
Essa é a verdade, os investidores de varejo ficam ansiosos todos os dias, enquanto as instituições estão acumulando posições a preços baixos.
O que realmente se move são os fundamentos, não o Irã ou a Venezuela...
Por isso digo, toda pânico sem impulso de liquidez é falso.
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QuietlyStaking
· 15h atrás
Mais uma vez essa narrativa... Será que a injeção de liquidez do banco central consegue fazer o mercado ignorar a geopolítica? Acho que desta vez é diferente
A turbulência geopolítica raramente abala os preços dos ativos da forma que as pessoas esperam. Tensões recentes envolvendo o Irã, desenvolvimentos em torno da Groenlândia e tumultos na Venezuela fizeram pouco para abalar os mercados de ações — e esse padrão revela algo mais profundo sobre como os mercados modernos funcionam.
Os investidores operam com um cálculo frio. Eles aprenderam, através de ciclos, que conflitos regionais isolados, tensões comerciais ou incerteza política não se traduzem necessariamente em danos sistêmicos à economia. Os mercados precificam probabilidades, não manchetes. Quando uma crise parece contida, o capital continua fluindo para onde os fundamentos indicam que deveria.
Esse distanciamento não é novo. Em 2022, riscos geopolíticos crescentes mal perturbavam os rallys de criptomoedas ou ações. A indiferença do mercado decorre parcialmente da liquidez dos bancos centrais, e parcialmente do fato de que a maioria dos traders está focada nos lucros trimestrais e na política do Fed, não nas notícias de última hora.
A lição? Não confunda volatilidade de manchetes com vulnerabilidade do mercado. Os ativos se movem quando a estrutura de incentivos muda — nem toda vez que o mundo parece incerto.