#Gate广场四月发帖挑战 裁员、 vender moedas, fazer IA: a transformação da MARA é apenas um exemplo típico das empresas de mineração.
Em 3 de abril de 2026, a mineradora de Bitcoin MARA cortou 15% da sua força de trabalho, avançando na estratégia de transformação da empresa de uma mineradora de Bitcoin pura para uma empresa de energia e infraestrutura digital, aumentando o foco na infraestrutura de IA. A empresa já havia entrado no mercado de poder de computação de IA através da aquisição de 64% da Exaion, e agora, com os negócios de mineração de Bitcoin enfrentando prejuízos contínuos e a demanda por poder de computação de IA crescendo de forma explosiva, esses fatores se tornaram os principais motores de sua transformação. Não é só a MARA; o caminho de transformação para IA das mineradoras globais já começou… Uma das maiores mineradoras de Bitcoin do mundo, MARA (NASDAQ:MARA), cortou cerca de 15% dos seus funcionários, incluindo vários departamentos de funcionários em tempo integral e alguns contratados.
Fred Thiel, CEO da MARA, afirmou em um memorando interno que esses cortes não foram apenas uma decisão financeira, mas parte da estratégia de transformação da empresa de uma mineradora de Bitcoin pura para uma empresa de energia e infraestrutura digital. Essa iniciativa reflete que a MARA está ativamente “enxugando” recursos, transferindo recursos de seus negócios tradicionais de mineração para um setor de maior potencial de crescimento, a IA.
1. De mineradora para infraestrutura digital: o caminho de transformação da MARA
Em 26 de fevereiro, a MARA Holdings, Inc anunciou que havia firmado um acordo estratégico com a Starwood Capital Group (“Starwood”) e sua plataforma exclusiva de desenvolvimento de data centers, a Starwood Digital Ventures (“SDV”). Essa parceria ajudará a transformar e modernizar alguns data centers da MARA, criando uma infraestrutura digital de próxima geração para atender às crescentes necessidades de empresas, clientes de grande escala e de inteligência artificial. A SDV lidera o design, desenvolvimento, recrutamento de inquilinos, construção e operação das instalações, enquanto a Starwood fornece expertise em investimentos para melhorar a rentabilidade dos projetos. A MARA contribuirá com data centers dedicados e energeticamente eficientes. As partes planejam entregar cerca de 1 gigawatt de capacidade de TI, com potencial para atingir mais de 2,5 gigawatts no futuro.
A MARA está na interseção de energia e computação, enquanto o motor de desenvolvimento da SDV oferece uma forte capacidade de execução e operação, essenciais para a transformação e expansão da interseção da MARA em uma infraestrutura digital escalável e sustentável. O design dual-use desses data centers permite que operem cargas de trabalho de IA/empresariais/de alto desempenho e mineração de Bitcoin simultaneamente, proporcionando flexibilidade operacional em um mercado em constante mudança. Essa abordagem modular permite que a MARA continue suas operações de mineração enquanto obtém condições econômicas altamente atraentes de clientes de data centers mais lucrativos.
A estratégia de IA da MARA remonta a 2025. Em agosto de 2025, a corretora HC Wainwright destacou que a mineradora de Bitcoin MARA planejava adquirir 64% da Exaion, uma empresa de HPC (High Performance Computing) do gigante energético francês EDF, com possibilidade de aumentar sua participação para 75% até 2027.
Em fevereiro deste ano, o site oficial da MARA anunciou que a aquisição de 64% da Exaion foi concluída, com a EDF permanecendo como acionista minoritária e cliente; a NJJ adquiriu 10% da MARA France. A Exaion atua em HPC, data centers e segurança em nuvem/IA, com conselho composto por Xavier Niel e Fred Thiel, CEO da MARA, com planos de acelerar a expansão na Europa. Isso marca a entrada substancial da MARA na área de IA/HPC, passando de uma mineradora para uma participante de serviços de poder de computação.
2. Por que a transformação?
1. Perdas na mineração
No mesmo mês de fevereiro, quando anunciou a mudança, a MARA divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025: apesar de melhorias operacionais, a empresa ainda apresentou prejuízos expressivos. No quarto trimestre de 2025, a MARA registrou uma perda líquida de 1,7 bilhões de dólares (com prejuízo por ação de 4,52 dólares), contrastando com um lucro líquido de 528 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior. A receita caiu 6% para 202 milhões de dólares, abaixo da expectativa dos analistas de 253.65M de dólares. Os resultados do quarto trimestre refletem os desafios enfrentados pelos mineradores de Bitcoin, com vários fatores adversos afetando sua lucratividade. O panorama financeiro e operacional mostra que os principais indicadores de desempenho estão sob pressão. Apesar do aumento de 25% na capacidade de hashing para 66,4 EH/s e do aumento de 20% na oferta de Bitcoin para 53.822 BTC, a dificuldade da rede aumentou, levando a uma redução de 19% na produção para 2.011 BTC. A MARA conseguiu melhorar sua eficiência de custos, reduzindo o custo diário por petahash (PH) em 4%, para 30,50 dólares. No entanto, isso não foi suficiente para compensar a volatilidade do preço do Bitcoin e a intensificação da concorrência na rede. Devido a perdas por impairment e pressões operacionais, o EBITDA ajustado despencou de 796 milhões de dólares no quarto trimestre de 2024 para um valor negativo de 1,5 bilhões de dólares. A empresa possui cerca de 5,3 bilhões de dólares em caixa e Bitcoin, mas enfrenta uma dívida de até 3,64 bilhões de dólares, além de ter consumido 1,77 bilhões de dólares de fluxo de caixa livre alavancado nos últimos 12 meses.
2. Ascensão da IA
A mudança da MARA também visa acompanhar a grande tendência atual de crescimento da IA. A demanda por energia de data centers de IA deve passar de aproximadamente 50 gigawatts em 2025 para 200 gigawatts em 2030, um aumento de até 255%, exigindo trilhões de dólares em investimentos de capital.
Segundo um relatório do Goldman Sachs, até 2030, a demanda global por energia de data centers deve crescer cerca de 165% a 200% em relação ao atual, com a carga relacionada à IA representando uma parcela crescente; a McKinsey & Company aponta que o investimento acumulado em infraestrutura de IA (poder de computação + data centers + energia) pode atingir trilhões de dólares nos próximos anos. Com a onda de IA, a MARA terá que escolher entre continuar sofrendo perdas devido à incerteza do BTC ou migrar para um mercado de demanda de poder de computação mais essencial. Os campos de mineração de Bitcoin são, na prática, uma infraestrutura de poder de IA natural, e a transformação da MARA parece mais uma atualização industrial alinhada às tendências do setor.
3. As mineradoras estão coletivamente entrando na rota de transformação
A transformação da MARA não é um caso isolado, mas um exemplo típico de toda a indústria de mineração. No último ano, com a rentabilidade da mineração de BTC cada vez menor e a explosão na demanda por poder de computação devido ao crescimento da IA, mineradoras globais estão passando por uma onda de transformação. Segundo dados do S&P divulgados em fevereiro, embora até agora a receita de HPC( e IA) seja relativamente limitada, os investimentos em infraestrutura estão acelerando, com previsão de que, a partir de 2026, o HPC contribuirá significativamente para a receita. HPC deixou de ser uma atividade secundária: para várias mineradoras, ela pode se tornar o principal pilar de crescimento nos próximos anos. Especialmente a IREN, Terawulf e Core Scientific, que atualmente focam quase exclusivamente em HPC, com previsão de que esses negócios impulsionarão grande parte do crescimento de receita dessas empresas em 2026. Até 2026, a receita de HPC( deve representar 13% da receita total da Riot. Essa mudança é ainda mais evidente em outras empresas: a receita de HPC da IREN deve subir de 3% em 2024 para 71% da receita total; a Core Scientific deve passar de 5% para 71%; a HIVE de 7% para 15%; a Cipher Mining e a Terawulf devem alcançar, respectivamente, 34% e 70%, enquanto em 2024 essas contribuições eram quase insignificantes.
Essa transformação destaca a mudança estratégica do setor, que passa de depender de criptomoedas para impulsionar o crescimento por meio de inteligência artificial e computação de alto desempenho, com mineradoras se posicionando como provedores de infraestrutura de computação de alto desempenho, oferecendo serviços de hospedagem de energia, refrigeração e infraestrutura física.
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