Sinceramente, os rumores sobre a morte dos NFTs estão bastante exagerados. Sim, o mercado passou pelo inferno — os preços caíram, projetos fecharam, até o lendário NFT Paris cedeu. Mas há um paradoxo: no início de 2026, o mercado de repente se reanimou. Em uma semana, a capitalização aumentou em 220 milhões de dólares, centenas de projetos mostraram velas verdes. Isso é realmente uma recuperação dos NFTs ou apenas um pulo especulativo? Vamos entender.



O problema é que isso parece mais um jogo de dinheiro existente em limites estreitos do que um verdadeiro renascimento. A liquidez está simplesmente morta. De mais de 1700 projetos, apenas 6 atingiram um volume de um milhão de dólares em uma semana. A maioria negocia na faixa de dezenas de milhares ou nem é negociada. O relatório da The Block mostrou que, em 2025, os volumes caíram para 5,5 bilhões de dólares ( 37% abaixo de 2024), e a capitalização de mercado encolheu de 9 bilhões para 2,4 bilhões. Os NFTs há muito tempo se tornaram ativos para os veteranos — jogadores antigos permanecem em posições, novos investimentos não entram lá.

Enquanto isso, o capital simplesmente migrou. A OpenSea agora promove tokens em vez de imagens JPEG. A Flow busca salvação no DeFi. A Zora se reorientou totalmente para tokens de conteúdo. Até artistas de criptografia como Beeple mudaram para robôs, e as elites cripto começaram a comprar ativos físicos — Wintermute investiu 50 milhões em dinossauros, o fundador da Animoca gastou 9 milhões em um violino Stradivarius, Sun Yuchen comprou uma banana por 6,2 milhões. A demanda por colecionáveis não desapareceu, ela simplesmente migrou para o físico.

Então, os NFTs vão se recuperar? Parece que o futuro pertence aos NFTs com valor real. Ainda há demanda especulativa — as pessoas compram no fundo na esperança de uma recuperação. Existem as 'patas de ouro' — NFTs que dão acesso a airdrops e listas brancas, mas são jogos de curto prazo. Quando a captura é feita, o preço muitas vezes cai a zero.

De fato, alguns poucos tipos de NFTs mantêm seu valor. Primeiro, os principais IPs como CryptoPunks — eles já fazem parte da coleção permanente do MoMA, são ativos reais com valor cultural. Segundo, NFTs com funções — bilhetes, direitos de voto em DAOs, identidades para agentes de IA. Terceiro, ativos reais na blockchain. Plataformas como Collector Crypt e Courtyard tokenizam cartas de Pokémon, permitindo negociar direitos enquanto os objetos físicos permanecem em cofres. Isso funciona.

Por fim, há o narrativa de aquisição — quando um investidor forte compra um projeto, o mercado revisa a avaliação. Pudgy Penguins e Moonbirds cresceram exatamente assim. Vitalik Buterin recentemente trocou seu avatar por Milady, e o preço disparou.

A conclusão é simples: a era de pequenas imagens sem sentido acabou. NFTs com utilidade real, valor claro ou status cultural — é para onde o dinheiro está indo. A recuperação dos NFTs está acontecendo, mas é uma recuperação de um mercado completamente diferente do que era antes.
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