Notei que muitos traders discutem padrões nos gráficos, mas a figura do pennant (triângulo de continuação) continua a ser uma das mais subvalorizadas. Embora seja um padrão clássico de continuação de tendência, que aparece por todo o lado. Vamos perceber por que motivo esta figura de pennant é tão popular e como a utilizar corretamente.



A figura do pennant forma-se após um movimento brusco do preço — para cima ou para baixo. Depois, o preço começa a negociar num intervalo estreito, assumindo a forma de um pequeno triângulo simétrico. Normalmente acontece aproximadamente a meio da tendência, o que dá um sinal de início da segunda vaga do movimento. É por isso que é tão valorizada — o padrão surge exatamente no momento em que é mais necessário.

A principal diferença do pennant em relação a outras figuras é que lhe precede um movimento muito íngreme e agressivo. É como um mastro (flagpole) antes da consolidação. O limite superior aponta para baixo, o limite inferior aponta para cima, e ambos convergem num ponto. Um pennant correto forma-se no máximo em três semanas; caso contrário, transforma-se num padrão maior ou, simplesmente, é invalidado.

Quando olho para os volumes, reparo num padrão claro: durante a consolidação, o volume diminui, mas no rompimento aumenta rapidamente. Este é um sinal-chave de que o movimento será forte. A agressividade da tendência anterior determina a força do movimento subsequente — esta é a regra principal para a figura do pennant.

Existem várias formas de entrada. É possível entrar no primeiro rompimento do limite, ou esperar pela quebra do máximo/mínimo do próprio pennant, ou até apanhar um pullback depois do rompimento inicial. Medir o nível-alvo é simples: pegas na distância desde o início do mastro até ao seu topo ou fundo e, depois, projectas essa mesma distância a partir do ponto de rompimento.

O que é interessante é que as investigações mostram resultados mistos. John Murphy considerava o pennant um dos padrões mais fiáveis, mas Thomas Bulkovski fez um teste com 1600 amostras e verificou que os rompimentos bem-sucedidos acontecem em cerca de 35% dos casos para movimentos de alta e em 32% para movimentos de baixa. O movimento médio após o gatilho foi de aproximadamente 6,5%. Isto confirma que a gestão de risco é crítica.

O pennant de alta surge numa tendência de alta com uma subida acentuada, seguida de consolidação antes de continuar o crescimento. O pennant de baixa funciona pela mesma lógica, mas no sentido inverso — queda acentuada, depois uma pausa e, por fim, continuação da descida. A negociação é igual para ambos: muda apenas a direção da posição.

A diferença da figura do pennant em relação ao flâmula (flag) é que a flâmula pode ser retangular, mas o pennant é sempre triangular. Em relação ao triângulo simétrico, o pennant é menor e exige uma tendência anterior íngreme. Em relação ao wedge (cunha), o cunho pode ser uma reversão, enquanto o pennant é exclusivamente continuação.

A conclusão é simples: a figura do pennant é uma ferramenta para quem procura apanhar a segunda vaga da tendência. A principal condição para ter sucesso é a qualidade e a agressividade do movimento anterior. Se, antes da consolidação, houve um movimento íngreme e potente, a probabilidade de continuação é maior. O padrão funciona em todos os prazos, mas aparece com mais frequência nos mais curtos. A aplicação correta em conjunto com a gestão de risco — é essa a base do sucesso na negociação.
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