Sabe, há muito que percebi que o padrão de bandeira é uma das figuras que realmente funcionam, se as souber apanhar corretamente. É uma figura de continuação de tendência, que se forma bastante rapidamente, geralmente em duas semanas, no máximo três. E o mais importante — aparece aproximadamente no meio do movimento, quando o mercado já ganhou velocidade e depois fica um pouco mais calmo.



A bandeira forma-se assim: primeiro há um movimento brusco e acentuado, que é o mastro da bandeira. Depois, o preço começa a negociar numa faixa estreita, assumindo a forma de um pequeno triângulo simétrico. As linhas de tendência superior e inferior convergem para um ponto comum. Parece uma pequena bandeira numa haste — daí o nome. O padrão de bandeira aparece tanto em mercados de alta como de baixa, mas é mais visível em prazos de curto prazo.

O que me atrai nisso é o sinal de entrada claro. Quando o preço rompe a linha da bandeira na direção da tendência anterior, isso geralmente indica a continuação do movimento. Mas o volume é um fator-chave aqui: durante a formação da bandeira, o volume diminui, e no momento do rompimento aumenta de forma abrupta. Se não houver volume — já é suspeito.

Operar com bandeiras exige um cálculo correto dos objetivos. Toma a distância do mastro e projeta-a a partir do nível de rompimento. Por exemplo, se o mastro caiu 80 cêntimos, e o rompimento aconteceu a 5,98 dólares, então o objetivo será em 5,18 dólares. Coloca uma ordem de stop um pouco acima da linha de resistência para uma bandeira de baixa ou abaixo do suporte para uma de alta.

Agora, sobre a fiabilidade. John Murphy, na sua obra clássica, chama a bandeira de uma das figuras mais confiáveis. Mas Thomas Bulkovski realizou um estudo com mais de 1600 padrões e descobriu que nem tudo é tão perfeito. Ele encontrou 54% de rompimentos malsucedidos em ambas as direções, e a probabilidade de sucesso foi de apenas 35% para movimentos ascendentes e 32% para descendentes. A média de movimento após o gatilho foi cerca de 6,5%. Isto lembra-nos por que a gestão de riscos é tão crítica no trading.

A diferença entre a bandeira e outras figuras é que o cunha pode ser tanto uma continuação como uma reversão, enquanto a bandeira é sempre uma continuação. O triângulo simétrico parece-se com a bandeira, mas requer uma tendência anterior mais forte. E a bandeira distingue-se pela forma de consolidação após o mastro.

A bandeira de alta é quando uma tendência ascendente faz uma pausa numa pequena formação triangular antes de continuar a subir. A de baixa — pelo contrário, uma tendência descendente faz uma pausa na forma de uma bandeira antes de continuar a cair. A lógica de negociação é a mesma, apenas as direções são opostas: long para alta, short para baixa.

O principal que percebi ao longo dos anos de trading é que a qualidade da tendência anterior determina a força do rompimento. Se antes da bandeira houve um movimento agressivo com bom volume, após o rompimento pode-se esperar uma continuação forte. Se a tendência foi fraca, a bandeira também será fraca. É por isso que muitos traders combinam a bandeira com outras ferramentas de análise técnica para aumentar as hipóteses de sucesso. Lembre-se, três semanas é o prazo máximo para a formação. Se demorar mais, já não é uma bandeira, mas algo diferente.
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