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As tensões em rápida escalada no Médio Oriente estão a abalar os mercados energéticos globais. Declarações de Teerão, após ataques dos EUA e de Israel ao Irão, de que fechou ou proibiu a passagem pelo Estreito de Ormuz em retaliação, levaram o tráfego de petroleiros a um quase paragem. Situação Atual:
O Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) alertou navios de que "a passagem pelo Estreito de Ormuz está proibida." A mídia estatal iraniana (Tasnim) anunciou que o estreito estava "fechado."
Os proprietários de petroleiros, gigantes do petróleo e casas de comércio (incluindo Shell) suspenderam envios de petróleo bruto, produtos refinados e GNL. Operadores principais de contentores e petroleiros, como Maersk e Hapag-Lloyd, interromperam o trânsito ou redirecionaram para a rota do Cabo da Boa Esperança.
De acordo com dados da Kpler e Marine Traffic, o tráfego diminuiu entre 40-50%; centenas de petroleiros ancoraram nas entradas do estreito ou regressaram. Vários petroleiros enfrentaram riscos de drones ou ataques (por exemplo, a embarcação Skylight, com bandeira de Palau, foi atingida).
A Marinha dos EUA declarou a área "insegura"; os prémios de seguro dispararam, e algumas empresas cancelaram apólices. Quão Crítico É?
O Estreito de Ormuz é o maior gargalo energético do mundo:
Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo e produtos refinados (petróleo bruto + condensado + combustíveis) passam diariamente – 20% do consumo global.
Há um fluxo de cerca de 5-5,5 milhões de barris/dia de produtos refinados (gasolina, gasóleo, querosene de aviação, nafta).
Uma parte significativa de GNL (especialmente do Qatar) também passa por aqui.
De acordo com dados da EIA, os fluxos estavam ao nível de 20-21 milhões de barris/dia no início de 2024-2025; a Ásia (China, Índia, Japão, Coreia do Sul) recebeu entre 80-84%.
Por que o abastecimento de combustível está particularmente em risco?
Para o petróleo bruto, países como Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos têm pipelines alternativos limitados (como o pipeline Leste-Oeste), mas a capacidade é insuficiente.
Não há grandes pipelines alternativos para produtos refinados e GPL. Estes produtos são críticos para consumo direto: postos de gasolina, aviação e indústria.
As reservas estratégicas são limitadas: fora da OCDE Europa, Japão e Coreia do Sul (incluindo o SPR dos EUA), não há grandes buffers.
No caso de uma paragem prolongada (dias-semanas), as margens das refinarias irão explodir, e começarão as escassezes de combustível.
Impacto no Mercado e Previsões:
Os preços do petróleo Brent estavam na faixa de ~67-73 $/barril antes do fim de semana; especialistas (CNBC, Goldman Sachs, Barclays) prevêem 80-100+ $/barril a curto prazo.
Cenário de pior caso: Paragem total + ataque às instalações sauditas → choque energético ao estilo dos anos 1970, risco de recessão global.
Mesmo uma paragem de curto prazo aumentará atrasos, custos de frete e seguros, fazendo os preços nos postos dispararem. Ainda não é um bloqueio total, mas até a "aversão ao risco" paralisou envios. Os mercados esperam uma precificação de pânico na abertura de segunda-feira. Esta crise não é apenas sobre petróleo; pode também afetar combustíveis, fertilizantes e cadeias de abastecimento globais. Todas as atenções estão em Teerão e Washington: Se as tensões não se acalmarem, os preços nos postos subirão rapidamente. 🚨
#USIsraelStrikesIranBTCPlunges