Existem frequentemente rumores na internet sobre o aprofundamento das políticas de criptomoedas na China, que se tornaram um gatilho comum para a volatilidade do mercado. Embora as especulações de que possam surgir restrições mais severas até 2025 tenham atingido o auge em agosto, até agosto de 2025, as autoridades reguladoras chinesas ainda não anunciaram oficialmente uma nova proibição de criptomoedas. Na realidade, o quadro regulatório de cripto na China é muito mais complexo do que o rótulo de “proibição total” sugere — especialmente ao considerar os desenvolvimentos mais recentes na região de Hong Kong.
Ao contrário do continente, Hong Kong está ativamente promovendo a inovação na regulamentação de ativos digitais, sendo o mais destacado a discussão sobre o futuro de stablecoins vinculadas ao yuan chinês (CNY/CNH). Essa mudança indica que, diante das restrições aos ativos digitais na China continental, uma nova era de ativos digitais relacionados ao yuan pode estar se iniciando na região de Hong Kong e Macau.
Evolução da política de criptomoedas na China
A expressão “China proíbe criptomoedas” tornou-se uma frase fixa nas notícias financeiras globais. Sempre que surgem notícias ou rumores sobre regulamentação de cripto, o mercado reage com volatilidade, impactando diretamente o preço do Bitcoin. No entanto, a postura da China em relação aos ativos digitais não é fixa, tendo passado por vários momentos decisivos:
2013: Proibição às instituições financeiras
O Banco Popular da China (PBOC) deu o primeiro passo ao proibir que instituições financeiras domésticas participassem de transações com Bitcoin. Essa medida visava proteger os consumidores e manter a estabilidade do sistema financeiro. Após o anúncio, o preço do Bitcoin caiu de cerca de US$ 1.150 para US$ 500 — demonstrando a sensibilidade dos investidores globais às políticas chinesas.
2017: Proibição de exchanges e ICOs
O governo intensificou o controle sobre o mercado de cripto, fechando todas as exchanges domésticas e proibindo ofertas iniciais de moedas (ICOs), sob o argumento de prevenir riscos financeiros e fraudes. Essa repressão levou a uma forte queda no preço do Bitcoin, de mais de US$ 4.500 para abaixo de US$ 3.000, com muitos projetos e plataformas migrando para o exterior.
2019-2021: Restrição à mineração e proibição total
O foco mudou para a mineração de Bitcoin, devido ao seu alto consumo de energia e ao potencial de fuga de capitais. Em 2021, a política atingiu seu ponto mais rigoroso: todas as atividades de negociação, mineração e uso de plataformas estrangeiras foram declaradas ilegais. Essa mudança histórica provocou uma forte volatilidade no preço do Bitcoin, que caiu de aproximadamente US$ 52.000 para menos de US$ 40.000 em setembro de 2021, reafirmando o impacto profundo das decisões regulatórias chinesas no mercado global de criptoativos.
Desenvolvimentos em 2025
Em 2025, o quadro regulatório na China continuou evoluindo. Em junho, houve uma atualização que até abordou a legalidade da posse privada de criptoativos. Até agosto, as regulamentações atuais abrangiam várias etapas, incluindo negociação, mineração, participação de instituições e posse pessoal.
Razões profundas por trás da postura rigorosa da China
A postura restritiva da China em relação às criptomoedas é motivada por quatro considerações principais:
Estabilidade do sistema financeiro
Criptomoedas, especialmente ativos altamente voláteis como o Bitcoin, são vistas como um risco potencial de bolha financeira. As autoridades temem que, se o mercado crescer demais, as oscilações de preço possam desestabilizar o sistema financeiro como um todo.
Controle de saída de capitais
Com apenas cerca de 1,54 trilhão de yuans em RMB offshore (comparado aos mais de 300 trilhões de M2 no mercado interno), as autoridades sentem que abrir o mercado de cripto pode facilitar uma fuga maciça de capitais. O preço do Bitcoin é frequentemente considerado um indicador de fluxo de capitais, o que torna as autoridades ainda mais cautelosas.
Autonomia na política monetária
Proteger a capacidade do Banco Central de controlar a política monetária é um princípio central na filosofia regulatória da China. Ativos descentralizados podem enfraquecer a posição do yuan na economia, especialmente enquanto o processo de internacionalização da moeda ainda não está completo.
Manutenção da ordem financeira
Um mercado de criptoativos sem restrições pode dificultar o combate a atividades ilegais, como financiamento ilícito, lavagem de dinheiro e evasão fiscal — temas de longa preocupação para as autoridades chinesas.
O avanço de Hong Kong: novas oportunidades com stablecoins vinculadas ao yuan
Em contraste com as políticas rigorosas do continente, Hong Kong está abrindo espaço para inovação no setor de ativos digitais. Essa postura reflete a vantagem do sistema de “um país, dois sistemas” e indica uma estratégia de posicionamento na arena financeira digital global.
Em maio de 2025, Hong Kong aprovou oficialmente o projeto de lei sobre stablecoins, criando um sistema completo de licenciamento e regulamentação para stablecoins lastreadas por moeda fiduciária. O Banco de Hong Kong (HKMA) lançou um ambiente de sandbox, convidando grandes players como Standard Chartered Hong Kong, Animoca Brands, JD Chain Technology, entre outros, para testar e desenvolver produtos de stablecoins compatíveis com as regulações.
O rigor dessa estrutura regulatória é comparável às melhores práticas internacionais: exige que os emissores mantenham reservas de alta qualidade equivalentes a 100% do valor emitido, implementem medidas rigorosas de combate à lavagem de dinheiro e estabeleçam mecanismos sólidos de proteção ao investidor. Violações podem resultar em penalidades severas, garantindo que apenas instituições qualificadas e transparentes possam atuar no mercado de stablecoins.
Esse ambiente regulatório organizado cria condições ideais para o lançamento de stablecoins vinculadas ao yuan, especialmente a CNH (yuan offshore). Especialistas e instituições financeiras veem essas stablecoins como uma “ponte digital” para o comércio transfronteiriço, permitindo que as transações sejam realizadas sem depender das redes tradicionais SWIFT ou CIPS. Ao ampliar o uso digital do yuan e sua influência global, as stablecoins podem ajudar a China a avançar na estratégia de internacionalização da moeda e impulsionar o setor de tecnologia financeira de Hong Kong.
Legisladores de Hong Kong, como o deputado Deng Jiazhao, defendem uma abordagem flexível e inovadora na concessão de licenças, especialmente apoiando stablecoins vinculadas ao yuan e ao dólar de Hong Kong. Uma vez lançadas, essas stablecoins reforçarão a posição de Hong Kong como uma “ponte digital” entre o continente e os mercados financeiros globais, atraindo talentos e capitais, e apoiando o desenvolvimento contínuo do setor de ativos digitais na região.
Estratégias das grandes empresas de tecnologia na China
A regulamentação de stablecoins em Hong Kong tem atraído a participação de grandes empresas de tecnologia chinesas. A JD.com, por exemplo, por meio de sua subsidiária de fintech JD Chain Technology, está recrutando profissionais especializados para focar no desenvolvimento de stablecoins e na integração profunda com o yuan digital. O Ant Group também explora possibilidades de entrada nesse setor emergente.
Essa participação ativa acompanha as tendências do mercado global: não apenas na Ásia, mas também nos Estados Unidos e outros países, há um esforço acelerado na elaboração de regulamentações e na construção de infraestrutura para stablecoins. Nesse contexto, o papel e a importância das stablecoins vinculadas ao yuan na competição financeira digital internacional estão cada vez mais evidentes.
Resumo: novas oportunidades de mercado sob políticas divergentes
Embora a expressão “China proíbe criptomoedas” continue dominando as notícias financeiras internacionais, a realidade é muito mais complexa. Enquanto na China continental há restrições severas às negociações, mineração e posse privada de criptoativos, Hong Kong está explorando o futuro dos ativos digitais por meio de regulamentações inovadoras e estruturadas. A promoção de stablecoins vinculadas ao yuan, a posição de Hong Kong como uma “ponte digital” e a participação de empresas tecnológicas locais desenham um novo cenário vibrante. Essa manifestação do princípio de “um país, dois sistemas” no setor financeiro digital pode transformar o ecossistema global de criptoativos — uma evolução que merece atenção contínua.
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A evolução das políticas de criptomoedas na China: de proibições rigorosas a novas direções de inovação em Hong Kong
Existem frequentemente rumores na internet sobre o aprofundamento das políticas de criptomoedas na China, que se tornaram um gatilho comum para a volatilidade do mercado. Embora as especulações de que possam surgir restrições mais severas até 2025 tenham atingido o auge em agosto, até agosto de 2025, as autoridades reguladoras chinesas ainda não anunciaram oficialmente uma nova proibição de criptomoedas. Na realidade, o quadro regulatório de cripto na China é muito mais complexo do que o rótulo de “proibição total” sugere — especialmente ao considerar os desenvolvimentos mais recentes na região de Hong Kong.
Ao contrário do continente, Hong Kong está ativamente promovendo a inovação na regulamentação de ativos digitais, sendo o mais destacado a discussão sobre o futuro de stablecoins vinculadas ao yuan chinês (CNY/CNH). Essa mudança indica que, diante das restrições aos ativos digitais na China continental, uma nova era de ativos digitais relacionados ao yuan pode estar se iniciando na região de Hong Kong e Macau.
Evolução da política de criptomoedas na China
A expressão “China proíbe criptomoedas” tornou-se uma frase fixa nas notícias financeiras globais. Sempre que surgem notícias ou rumores sobre regulamentação de cripto, o mercado reage com volatilidade, impactando diretamente o preço do Bitcoin. No entanto, a postura da China em relação aos ativos digitais não é fixa, tendo passado por vários momentos decisivos:
2013: Proibição às instituições financeiras
O Banco Popular da China (PBOC) deu o primeiro passo ao proibir que instituições financeiras domésticas participassem de transações com Bitcoin. Essa medida visava proteger os consumidores e manter a estabilidade do sistema financeiro. Após o anúncio, o preço do Bitcoin caiu de cerca de US$ 1.150 para US$ 500 — demonstrando a sensibilidade dos investidores globais às políticas chinesas.
2017: Proibição de exchanges e ICOs
O governo intensificou o controle sobre o mercado de cripto, fechando todas as exchanges domésticas e proibindo ofertas iniciais de moedas (ICOs), sob o argumento de prevenir riscos financeiros e fraudes. Essa repressão levou a uma forte queda no preço do Bitcoin, de mais de US$ 4.500 para abaixo de US$ 3.000, com muitos projetos e plataformas migrando para o exterior.
2019-2021: Restrição à mineração e proibição total
O foco mudou para a mineração de Bitcoin, devido ao seu alto consumo de energia e ao potencial de fuga de capitais. Em 2021, a política atingiu seu ponto mais rigoroso: todas as atividades de negociação, mineração e uso de plataformas estrangeiras foram declaradas ilegais. Essa mudança histórica provocou uma forte volatilidade no preço do Bitcoin, que caiu de aproximadamente US$ 52.000 para menos de US$ 40.000 em setembro de 2021, reafirmando o impacto profundo das decisões regulatórias chinesas no mercado global de criptoativos.
Desenvolvimentos em 2025
Em 2025, o quadro regulatório na China continuou evoluindo. Em junho, houve uma atualização que até abordou a legalidade da posse privada de criptoativos. Até agosto, as regulamentações atuais abrangiam várias etapas, incluindo negociação, mineração, participação de instituições e posse pessoal.
Razões profundas por trás da postura rigorosa da China
A postura restritiva da China em relação às criptomoedas é motivada por quatro considerações principais:
Estabilidade do sistema financeiro
Criptomoedas, especialmente ativos altamente voláteis como o Bitcoin, são vistas como um risco potencial de bolha financeira. As autoridades temem que, se o mercado crescer demais, as oscilações de preço possam desestabilizar o sistema financeiro como um todo.
Controle de saída de capitais
Com apenas cerca de 1,54 trilhão de yuans em RMB offshore (comparado aos mais de 300 trilhões de M2 no mercado interno), as autoridades sentem que abrir o mercado de cripto pode facilitar uma fuga maciça de capitais. O preço do Bitcoin é frequentemente considerado um indicador de fluxo de capitais, o que torna as autoridades ainda mais cautelosas.
Autonomia na política monetária
Proteger a capacidade do Banco Central de controlar a política monetária é um princípio central na filosofia regulatória da China. Ativos descentralizados podem enfraquecer a posição do yuan na economia, especialmente enquanto o processo de internacionalização da moeda ainda não está completo.
Manutenção da ordem financeira
Um mercado de criptoativos sem restrições pode dificultar o combate a atividades ilegais, como financiamento ilícito, lavagem de dinheiro e evasão fiscal — temas de longa preocupação para as autoridades chinesas.
O avanço de Hong Kong: novas oportunidades com stablecoins vinculadas ao yuan
Em contraste com as políticas rigorosas do continente, Hong Kong está abrindo espaço para inovação no setor de ativos digitais. Essa postura reflete a vantagem do sistema de “um país, dois sistemas” e indica uma estratégia de posicionamento na arena financeira digital global.
Em maio de 2025, Hong Kong aprovou oficialmente o projeto de lei sobre stablecoins, criando um sistema completo de licenciamento e regulamentação para stablecoins lastreadas por moeda fiduciária. O Banco de Hong Kong (HKMA) lançou um ambiente de sandbox, convidando grandes players como Standard Chartered Hong Kong, Animoca Brands, JD Chain Technology, entre outros, para testar e desenvolver produtos de stablecoins compatíveis com as regulações.
O rigor dessa estrutura regulatória é comparável às melhores práticas internacionais: exige que os emissores mantenham reservas de alta qualidade equivalentes a 100% do valor emitido, implementem medidas rigorosas de combate à lavagem de dinheiro e estabeleçam mecanismos sólidos de proteção ao investidor. Violações podem resultar em penalidades severas, garantindo que apenas instituições qualificadas e transparentes possam atuar no mercado de stablecoins.
Esse ambiente regulatório organizado cria condições ideais para o lançamento de stablecoins vinculadas ao yuan, especialmente a CNH (yuan offshore). Especialistas e instituições financeiras veem essas stablecoins como uma “ponte digital” para o comércio transfronteiriço, permitindo que as transações sejam realizadas sem depender das redes tradicionais SWIFT ou CIPS. Ao ampliar o uso digital do yuan e sua influência global, as stablecoins podem ajudar a China a avançar na estratégia de internacionalização da moeda e impulsionar o setor de tecnologia financeira de Hong Kong.
Legisladores de Hong Kong, como o deputado Deng Jiazhao, defendem uma abordagem flexível e inovadora na concessão de licenças, especialmente apoiando stablecoins vinculadas ao yuan e ao dólar de Hong Kong. Uma vez lançadas, essas stablecoins reforçarão a posição de Hong Kong como uma “ponte digital” entre o continente e os mercados financeiros globais, atraindo talentos e capitais, e apoiando o desenvolvimento contínuo do setor de ativos digitais na região.
Estratégias das grandes empresas de tecnologia na China
A regulamentação de stablecoins em Hong Kong tem atraído a participação de grandes empresas de tecnologia chinesas. A JD.com, por exemplo, por meio de sua subsidiária de fintech JD Chain Technology, está recrutando profissionais especializados para focar no desenvolvimento de stablecoins e na integração profunda com o yuan digital. O Ant Group também explora possibilidades de entrada nesse setor emergente.
Essa participação ativa acompanha as tendências do mercado global: não apenas na Ásia, mas também nos Estados Unidos e outros países, há um esforço acelerado na elaboração de regulamentações e na construção de infraestrutura para stablecoins. Nesse contexto, o papel e a importância das stablecoins vinculadas ao yuan na competição financeira digital internacional estão cada vez mais evidentes.
Resumo: novas oportunidades de mercado sob políticas divergentes
Embora a expressão “China proíbe criptomoedas” continue dominando as notícias financeiras internacionais, a realidade é muito mais complexa. Enquanto na China continental há restrições severas às negociações, mineração e posse privada de criptoativos, Hong Kong está explorando o futuro dos ativos digitais por meio de regulamentações inovadoras e estruturadas. A promoção de stablecoins vinculadas ao yuan, a posição de Hong Kong como uma “ponte digital” e a participação de empresas tecnológicas locais desenham um novo cenário vibrante. Essa manifestação do princípio de “um país, dois sistemas” no setor financeiro digital pode transformar o ecossistema global de criptoativos — uma evolução que merece atenção contínua.