A última declaração da UBS Asset Management gerou atenção: se a incerteza das políticas dos EUA aumentar e a pressão no mercado de títulos do Tesouro dos EUA crescer, a proporção de RMB nas reservas cambiais globais poderá, a médio prazo, subir para cerca de 10%. Por trás desta previsão, está uma avaliação de que o panorama financeiro global está a passar por mudanças profundas.
Por que a proporção de RMB nas reservas pode duplicar?
A lógica apresentada pelo chefe da estratégia de mercados soberanos globais da UBS, Maximiliano Castellí, é bastante direta: os investidores estão cada vez mais preocupados com as políticas dos EUA, o que impulsiona a necessidade de diversificação de carteiras. Em outras palavras, quando o dólar deixa de ser o único “porto seguro”, a atratividade do RMB como moeda de reserva alternativa aumenta.
Quais são as condições que acionam isso?
De acordo com a análise da UBS, essa mudança requer a ocorrência simultânea de várias condições:
Aumento da pressão no mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Intensificação da intervenção política na Reserva Federal
Deterioração da credibilidade geral dos EUA
Essas condições não são hipóteses, mas realidades em curso. Segundo as últimas notícias, a Suprema Corte dos EUA está a julgar o caso Trump contra o Conselho de Governadores do Federal Reserve, envolvendo a questão de se o presidente pode substituir livremente os membros do Fed. A UBS já emitiu um aviso de que, se a Casa Branca vencer, isso poderá criar um precedente para contornar a legislação na destituição de membros do Fed, o que enfraqueceria diretamente a independência do banco central e abalaria a confiança global no dólar.
A expectativa de dólar fraco já é consenso
Não é só a UBS que está preocupada. Morgan Stanley, UBS e outros grandes bancos de investimento já preveem que, com o Fed entrando num ciclo de redução de taxas, o dólar poderá continuar a enfraquecer ou até a depreciar-se significativamente no próximo ano. Essa expectativa é sustentada pela redução da vantagem nas taxas de juros, pela pressão do elevado déficit fiscal e por uma mudança sutil na confiança nos ativos denominados em dólares.
O ouro e a prata atingiram recordes históricos, refletindo de forma mais direta essa mudança. Quando os investidores perdem a confiança no dólar, eles naturalmente procuram ativos tradicionais de refúgio, migrando para outras moedas de reserva.
O que isso significa
A elevação da proporção de RMB de seu nível atual para 10% pode parecer uma mudança pequena, mas representa um sinal importante de transformação.
A reconstrução do padrão de reservas globais
O dólar tem dominado as reservas cambiais globais há muito tempo. A elevação da proporção de RMB reflete uma conscientização crescente por parte dos bancos centrais mundiais de reduzir a dependência de uma única moeda. Isso não é apenas uma aposta no RMB, mas uma forma de “desdolarização moderada” do domínio do dólar.
Mudanças no comportamento dos investidores
A UBS destaca que o principal motor dessa mudança é a “aumento da diversificação de carteiras por parte dos investidores, preocupados com as políticas dos EUA”. Isso indica que a diversificação de reservas deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.
Possíveis direções de evolução futura
Se a independência do Fed realmente estiver ameaçada por intervenções políticas, esse cronograma pode acelerar. A incerteza política nos EUA já está a impulsionar a procura por ativos de refúgio, como ouro, prata e outros ativos alternativos, que estão a receber fluxo de capital.
Nesse contexto, é quase inevitável que a posição do RMB como uma das principais moedas de reserva se fortaleça. Mas isso também indica que o sistema financeiro global está a passar por uma redistribuição de confiança profunda, não apenas uma simples alteração na proporção de moedas.
Vale notar que essa mudança também está a impulsionar o surgimento de novas soluções alternativas, como stablecoins DeFi. Quando o sistema tradicional de moedas de reserva é questionado, as soluções financeiras descentralizadas ganham mais atenção.
Resumo
A previsão da UBS de que a proporção de reservas em RMB aumente para 10% não é uma visão isolada, mas uma descrição precisa da reestruturação do panorama financeiro global em curso. A perda de confiança no dólar não é repentina, mas resultado de uma acumulação de pressões nos títulos do Tesouro, riscos políticos e preocupações com as políticas americanas ao longo do tempo.
Essa mudança é passiva e forçada, não uma escolha voluntária. Quando o dólar deixar de oferecer a promessa de “segurança absoluta”, a diversificação de reservas se tornará uma decisão racional. A elevação do RMB para 10% pode ser apenas o começo desse processo, não o seu fim. A reconstrução do sistema financeiro global acaba de começar.
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A confiança no dólar colapsou, o renminbi vai representar 10% das reservas globais? Por que a UBS de repente está otimista
A última declaração da UBS Asset Management gerou atenção: se a incerteza das políticas dos EUA aumentar e a pressão no mercado de títulos do Tesouro dos EUA crescer, a proporção de RMB nas reservas cambiais globais poderá, a médio prazo, subir para cerca de 10%. Por trás desta previsão, está uma avaliação de que o panorama financeiro global está a passar por mudanças profundas.
Por que a proporção de RMB nas reservas pode duplicar?
A lógica apresentada pelo chefe da estratégia de mercados soberanos globais da UBS, Maximiliano Castellí, é bastante direta: os investidores estão cada vez mais preocupados com as políticas dos EUA, o que impulsiona a necessidade de diversificação de carteiras. Em outras palavras, quando o dólar deixa de ser o único “porto seguro”, a atratividade do RMB como moeda de reserva alternativa aumenta.
Quais são as condições que acionam isso?
De acordo com a análise da UBS, essa mudança requer a ocorrência simultânea de várias condições:
Essas condições não são hipóteses, mas realidades em curso. Segundo as últimas notícias, a Suprema Corte dos EUA está a julgar o caso Trump contra o Conselho de Governadores do Federal Reserve, envolvendo a questão de se o presidente pode substituir livremente os membros do Fed. A UBS já emitiu um aviso de que, se a Casa Branca vencer, isso poderá criar um precedente para contornar a legislação na destituição de membros do Fed, o que enfraqueceria diretamente a independência do banco central e abalaria a confiança global no dólar.
A expectativa de dólar fraco já é consenso
Não é só a UBS que está preocupada. Morgan Stanley, UBS e outros grandes bancos de investimento já preveem que, com o Fed entrando num ciclo de redução de taxas, o dólar poderá continuar a enfraquecer ou até a depreciar-se significativamente no próximo ano. Essa expectativa é sustentada pela redução da vantagem nas taxas de juros, pela pressão do elevado déficit fiscal e por uma mudança sutil na confiança nos ativos denominados em dólares.
O ouro e a prata atingiram recordes históricos, refletindo de forma mais direta essa mudança. Quando os investidores perdem a confiança no dólar, eles naturalmente procuram ativos tradicionais de refúgio, migrando para outras moedas de reserva.
O que isso significa
A elevação da proporção de RMB de seu nível atual para 10% pode parecer uma mudança pequena, mas representa um sinal importante de transformação.
A reconstrução do padrão de reservas globais
O dólar tem dominado as reservas cambiais globais há muito tempo. A elevação da proporção de RMB reflete uma conscientização crescente por parte dos bancos centrais mundiais de reduzir a dependência de uma única moeda. Isso não é apenas uma aposta no RMB, mas uma forma de “desdolarização moderada” do domínio do dólar.
Mudanças no comportamento dos investidores
A UBS destaca que o principal motor dessa mudança é a “aumento da diversificação de carteiras por parte dos investidores, preocupados com as políticas dos EUA”. Isso indica que a diversificação de reservas deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.
Possíveis direções de evolução futura
Se a independência do Fed realmente estiver ameaçada por intervenções políticas, esse cronograma pode acelerar. A incerteza política nos EUA já está a impulsionar a procura por ativos de refúgio, como ouro, prata e outros ativos alternativos, que estão a receber fluxo de capital.
Nesse contexto, é quase inevitável que a posição do RMB como uma das principais moedas de reserva se fortaleça. Mas isso também indica que o sistema financeiro global está a passar por uma redistribuição de confiança profunda, não apenas uma simples alteração na proporção de moedas.
Vale notar que essa mudança também está a impulsionar o surgimento de novas soluções alternativas, como stablecoins DeFi. Quando o sistema tradicional de moedas de reserva é questionado, as soluções financeiras descentralizadas ganham mais atenção.
Resumo
A previsão da UBS de que a proporção de reservas em RMB aumente para 10% não é uma visão isolada, mas uma descrição precisa da reestruturação do panorama financeiro global em curso. A perda de confiança no dólar não é repentina, mas resultado de uma acumulação de pressões nos títulos do Tesouro, riscos políticos e preocupações com as políticas americanas ao longo do tempo.
Essa mudança é passiva e forçada, não uma escolha voluntária. Quando o dólar deixar de oferecer a promessa de “segurança absoluta”, a diversificação de reservas se tornará uma decisão racional. A elevação do RMB para 10% pode ser apenas o começo desse processo, não o seu fim. A reconstrução do sistema financeiro global acaba de começar.