O ouro (XAU/USD) encontra dificuldades para capitalizar sua recuperação recente, oscilando perto da marca de US$ 4.400 durante a sessão asiática desta sexta-feira. A força renovada do dólar americano (USD), que atingiu seu patamar mais elevado em quase um mês, continua pesando sobre o metal precioso sem rendimento.
O contexto do mercado: Dólar forte versus esperança por cortes de juros
O dólar americano segue aproveitando os ganhos acumulados nas últimas duas semanas, impulsionando a commodity para baixo. No entanto, o cenário não é de pessimismo total. As perspectivas dovish do Federal Reserve (Fed) americano estabelecem um teto para qualquer avanço adicional da moeda verde, criando oportunidades de suporte para o ouro.
A declaração recente do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, à CNBC reforça essa narrativa: ele argumenta que o Fed não deveria postergar a redução de taxas de juros, pois este seria o ingrediente essencial que falta para um crescimento econômico ainda mais robusto.
Análise técnica do XAU/USD: O que esperar antes do relatório de empregos
Na perspectiva técnica, o par mantém-se acima da média móvel exponencial (EMA) de 200 períodos, atualmente em torno de US$ 4.322,58, preservando uma tendência ascendente geral. O gradiente positivo da média oferece suporte às retrações, funcionando como um piso dinâmico.
O indicador MACD permanece abaixo da linha de sinal e acima da marca zero, embora apresente movimento de alta. O histograma negativo em contração sugere uma desaceleração da pressão vendedora. O RSI, posicionado em 56, fica acima do nível neutro de 50, indicando momentum favorável sem sinalizar sobrecompra.
A continuação do fortalecimento do momentum abriria caminho para prolongar a recuperação, enquanto os recuos seriam amortecidos pelo suporte técnico estabelecido. A manutenção acima de US$ 4.322,58 sustentaria o otimismo dos compradores; uma ruptura decisiva abaixo desse nível poderia desencadear uma retração mais profunda no metal.
Os dados que movem o mercado: NFP em foco
O tão aguardado relatório de empregos não agrícolas (NFP) dos EUA, previsto para hoje, será determinante para o próximo movimento direcional. Analistas projetam a criação de 60 mil novos postos em dezembro, abaixo dos 64 mil de novembro, enquanto a taxa de desemprego deve cair de 4,6% para 4,5%.
Essa divulgação oferecerá sinais cruciais sobre a trajetória de cortes de taxas do Fed, que por sua vez influenciará diretamente a dinâmica de preços do dólar e fornecerá novo impulso ao ouro. Os traders já precificam a possibilidade de redução de custos em março e novos cortes ainda neste ano, o que poderia proporcionar alívio ao metal amarelo.
Geopolítica como elemento de suporte
À medida que os mercados aguardam os dados econômicos críticos, as tensões geopolíticas emergem como fator de proteção para o ouro enquanto ativo refúgio. A incursão norte-americana na Venezuela, com o presidente Trump sinalizando administração e extração de petróleo das reservas do país, aumenta as incertezas. Paralelamente, a escalada da disputa sino-japonesa envolvendo restrições a terras raras, além da prolongada guerra entre Rússia e Ucrânia, reforçam o apelo defensivo do ouro.
O chanceler alemão Friedrich Merz alertou recentemente que o encerramento do conflito ucraniano está distante, dada a posição russa, e classificou como perigoso qualquer plano de envio de tropas europeias. Esse ambiente turbulento oferece proteção adicional contra perdas mais severas no par XAU/USD.
Perspectiva técnica para otimistas: O ponto de virada em US$ 4.500
Os compradores de ouro necessitam de aceitação firme acima de US$ 4.500 para validar novas posições agressivas. Enquanto isso, o par permanece próximo de sua máxima histórica registrada em dezembro, mantendo um tom fundamentalmente otimista suportado pela tendência geral.
Uma análise apropriada do contexto técnico e fundamental sugere cautela: aguardar confirmação de uma onda forte de vendas antes de se posicionar para quedas adicionais permanece a estratégia mais prudente neste momento.
Desempenho das principais moedas: Dólar domina
O dólar americano apresentou seu melhor desempenho semanal contra o franco suíço, com ganho de 0,92%, seguido pelo iene japonão com 0,90%. A moeda verde ganhou 0,60% frente ao euro, 0,27% contra a libra e 0,26% em relação ao dólar australiano, enquanto cedeu 0,30% para o dólar canadense.
O mapa de calor das principais moedas reflete essa força abrangente do USD, evidenciando seu status como moeda de maior demanda esta semana. Essa dinâmica reforça a pressão sobre commodities precificadas em dólar, particularmente o ouro.
(A análise técnica foi desenvolvida com suporte de ferramentas computacionais)
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Ouro enfrenta pressão do dólar, mas geopolítica oferece suporte antes do NFP
O ouro (XAU/USD) encontra dificuldades para capitalizar sua recuperação recente, oscilando perto da marca de US$ 4.400 durante a sessão asiática desta sexta-feira. A força renovada do dólar americano (USD), que atingiu seu patamar mais elevado em quase um mês, continua pesando sobre o metal precioso sem rendimento.
O contexto do mercado: Dólar forte versus esperança por cortes de juros
O dólar americano segue aproveitando os ganhos acumulados nas últimas duas semanas, impulsionando a commodity para baixo. No entanto, o cenário não é de pessimismo total. As perspectivas dovish do Federal Reserve (Fed) americano estabelecem um teto para qualquer avanço adicional da moeda verde, criando oportunidades de suporte para o ouro.
A declaração recente do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, à CNBC reforça essa narrativa: ele argumenta que o Fed não deveria postergar a redução de taxas de juros, pois este seria o ingrediente essencial que falta para um crescimento econômico ainda mais robusto.
Análise técnica do XAU/USD: O que esperar antes do relatório de empregos
Na perspectiva técnica, o par mantém-se acima da média móvel exponencial (EMA) de 200 períodos, atualmente em torno de US$ 4.322,58, preservando uma tendência ascendente geral. O gradiente positivo da média oferece suporte às retrações, funcionando como um piso dinâmico.
O indicador MACD permanece abaixo da linha de sinal e acima da marca zero, embora apresente movimento de alta. O histograma negativo em contração sugere uma desaceleração da pressão vendedora. O RSI, posicionado em 56, fica acima do nível neutro de 50, indicando momentum favorável sem sinalizar sobrecompra.
A continuação do fortalecimento do momentum abriria caminho para prolongar a recuperação, enquanto os recuos seriam amortecidos pelo suporte técnico estabelecido. A manutenção acima de US$ 4.322,58 sustentaria o otimismo dos compradores; uma ruptura decisiva abaixo desse nível poderia desencadear uma retração mais profunda no metal.
Os dados que movem o mercado: NFP em foco
O tão aguardado relatório de empregos não agrícolas (NFP) dos EUA, previsto para hoje, será determinante para o próximo movimento direcional. Analistas projetam a criação de 60 mil novos postos em dezembro, abaixo dos 64 mil de novembro, enquanto a taxa de desemprego deve cair de 4,6% para 4,5%.
Essa divulgação oferecerá sinais cruciais sobre a trajetória de cortes de taxas do Fed, que por sua vez influenciará diretamente a dinâmica de preços do dólar e fornecerá novo impulso ao ouro. Os traders já precificam a possibilidade de redução de custos em março e novos cortes ainda neste ano, o que poderia proporcionar alívio ao metal amarelo.
Geopolítica como elemento de suporte
À medida que os mercados aguardam os dados econômicos críticos, as tensões geopolíticas emergem como fator de proteção para o ouro enquanto ativo refúgio. A incursão norte-americana na Venezuela, com o presidente Trump sinalizando administração e extração de petróleo das reservas do país, aumenta as incertezas. Paralelamente, a escalada da disputa sino-japonesa envolvendo restrições a terras raras, além da prolongada guerra entre Rússia e Ucrânia, reforçam o apelo defensivo do ouro.
O chanceler alemão Friedrich Merz alertou recentemente que o encerramento do conflito ucraniano está distante, dada a posição russa, e classificou como perigoso qualquer plano de envio de tropas europeias. Esse ambiente turbulento oferece proteção adicional contra perdas mais severas no par XAU/USD.
Perspectiva técnica para otimistas: O ponto de virada em US$ 4.500
Os compradores de ouro necessitam de aceitação firme acima de US$ 4.500 para validar novas posições agressivas. Enquanto isso, o par permanece próximo de sua máxima histórica registrada em dezembro, mantendo um tom fundamentalmente otimista suportado pela tendência geral.
Uma análise apropriada do contexto técnico e fundamental sugere cautela: aguardar confirmação de uma onda forte de vendas antes de se posicionar para quedas adicionais permanece a estratégia mais prudente neste momento.
Desempenho das principais moedas: Dólar domina
O dólar americano apresentou seu melhor desempenho semanal contra o franco suíço, com ganho de 0,92%, seguido pelo iene japonão com 0,90%. A moeda verde ganhou 0,60% frente ao euro, 0,27% contra a libra e 0,26% em relação ao dólar australiano, enquanto cedeu 0,30% para o dólar canadense.
O mapa de calor das principais moedas reflete essa força abrangente do USD, evidenciando seu status como moeda de maior demanda esta semana. Essa dinâmica reforça a pressão sobre commodities precificadas em dólar, particularmente o ouro.
(A análise técnica foi desenvolvida com suporte de ferramentas computacionais)